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Cooperativismo

Histrico

A origem histórica do cooperativismo não tem apenas uma nascente específica, porém, vários afluentes. Essa metáfora é utilizada para expressar que o cooperativismo teve seu surgimento difundido por diversas localidades. Todas essas vertentes formam, hoje, o cooperativismo moderno.

O surgimento do cooperativismo moderno tem seu marco histórico na Inglaterra, por volta do século 19, quando a sociedade inglesa vivia o impacto das mudanças no mundo do trabalho, em decorrência da Revolução Industrial. A economia passou por uma mudança extrema. O trabalho, que era realizado de forma manual, deu lugar às máquinas. A mecanização no setor têxtil ocasionou o desemprego de vários pais de família.

Na contramão das condições subumanas de trabalho, no ano de 1844, surge o cooperativismo como empreendimento socioeconômico, a partir da iniciativa de 28 tecelões de Rochdale, na Inglaterra. Entretanto, antes disso e desde a Revolução Industrial, muito já havia sido pensado e dito sobre opções para uma nova maneira de trabalho e produção. Alguns pensadores contribuíram com o processo de constituição da cooperativa de consumo de Rochdale.

O advento da Revolução Industrial ocasionou o liberalismo econômico, o qual trouxe consigo a opressão ao operário. A partir de então, algumas ideias baseadas na ajuda mútua e na solidariedade procuravam meios de distribuir a riqueza de forma equitativa, com o ideal de uma nova sociedade mais humana e livre.

Devido a seus pensamentos, os precursores do cooperativismo foram chamados por Karl Marx de socialistas utópicos, pois possuíam ideais contra o capital e a favor dos operários. Podemos destacar alguns dos principais precursores do movimento cooperativista, que foram a base para estruturação da primeira cooperativa formalizada - Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale -, na Inglaterra: Robert Owen, Charles Fourier, William King, Louis Blanc e Charles Gide.

 

O cooperativismo no mundo

Com o surgimento da Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale, o ideal cooperativista foi disseminado no mundo. Atualmente, uma em cada sete pessoas estão associadas a uma cooperativa. A Organização das Nações Unidas (ONU) determinou o ano de 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. Na oportunidade, a ONU procurou refletir sobre o cooperativismo como um sistema de desenvolvimento mais justo e solidário. A instituição do ano comemorativo confirmou a contribuição efetiva do movimento cooperativista mundial para a redução da pobreza, a partir da geração de trabalho e renda.

O cooperativismo é reconhecido internacionalmente pelo importante papel que tem na promoção do desenvolvimento sustentável. As cooperativas estão presentes no dia a dia das pessoas, mostrando sua importância, desde a alimentação, saúde até os serviços financeiros, e de transporte. O que caracteriza as cooperativas é o fato de que, além de prestação de serviços e comercialização de produtos, elas são empresas baseadas em princípios e valores que beneficiam o meio onde estão inseridas.

De acordo com dados de 2012 da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, sigla em inglês para Food and Agriculture Organization), nos seus diversos setores, as cooperativas proporcionam cerca de 100 milhões de empregos em todo o mundo, 20% mais que as empresas multinacionais.

Em 2011, as 300 maiores cooperativas tiveram faturamento agregado de US$ 1,6 trilhão, que equivale à nona maior economia do mundo – Espanha (ACI, 2011).

Em vários países, as cooperativas são destaques em diversas atividades:

• Na Alemanha, cerca de 18 milhões de pessoas são associadas às cooperativas de crédito, o que equivale a 21% da população;

• No Brasil, as cooperativas são responsáveis por 40% do PIB agrícola e 6% do total das exportações agrícolas;

• No Canadá, de cada três habitantes, um é membro de uma cooperativa de crédito;

 • Na China, 91% do microcrédito são mantidos pelo sistema cooperativo;

 • Na Coréia, 71% das pescas são asseguradas por cooperativas;

• Na Espanha, as cooperativas de Mondragon fazem parte, em escala nacional, dos maiores fabricantes de refrigeradores e de equipamentos eletrodomésticos;

• Nos Estados Unidos, as cooperativas controlam cerca de 80% da produção de laticínios. Além disso, foram as cooperativas que levaram a energia elétrica ao meio rural;

 • Na França, as cooperativas dos ramos agropecuário e de crédito se destacam na economia;

• Na Índia, cerca de 12,3 milhões de pessoas são membros de cooperativas de laticínios e responsáveis por aproximadamente 22% do leite produzido no País;

• No Quênia, as cooperativas têm as seguintes parcelas do mercado: 70% do café, 76% dos laticínios, 90% do piretro e 95% do algodão;

 • Entre os maiores sistemas bancários do mundo, destacam-se os sistemas cooperativos: Desjardins, do Canadá, e DGRV, da Alemanha.



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