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Cooperativismo no Mundo

A primeira cooperativa constituída do mundo surgiu em Rochdale (Inglaterra), em 24 de outubro de 1844, denominada Rochdale Society of Equitable Pioneers, ou seja, Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale, formada por 28 tecelões, sendo 27 homens e 1 mulher. Eles se reuniram inúmeras vezes, durante um ano, para definir os princípios de um novo sistema socioeconômico e os estatutos de um empreendimento, diferente das empresas mercantis então existentes, além de economizar mensalmente suas pequenas economias para conseguir um Capital inicial de 28 libras, que serviu para abrir uma cooperativa do Ramo Consumo.

Essa cooperativa cresceu rapidamente e a filosofia cooperativista se multiplicou, tanto na Inglaterra como em outros países, desencadeando em todo o mundo a criação de novas cooperativas de diversos ramos de atividade, baseadas nos mesmos princípios definidos pelos Pioneiros de Rochdale.

Tradicionalmente reconhecidos como os pioneiros, os tecelões cooperados começaram a juntar os primeiros fundos necessários para realizarem um projeto de vida:

  • Abrir um armazém comunitário para a venda de provisões, roupas etc.;
  • Comprar e construir casas destinadas aos membros que desejassem amparar-se mutuamente para melhorarem suas condições doméstica e social;
  • Iniciar a manufatura dos produtos que a cooperativa julgasse conveniente, para o emprego dos que se encontrassem sem trabalho ou daqueles que sofressem reduções salariais;
  • Para garantir mais segurança e bem-estar, a cooperativa compraria ou alugaria terra que seria cultivada pelos membros desempregados;
  • Organizar as forças de produção, de distribuição, de educação e desenvolver a administração democrática e autogestionária do empreendimento.


Os objetivos e forma de organização social do trabalho e economia da cooperativa de Rochdale transformaram-se, posteriormente, em Princípios do Cooperativismo Mundial.

A qualidade, o peso justo, a medida exata, as relações sinceras e honestas, foram fontes de satisfação para que os cooperados preferissem optar por uma sociedade que dispunha de características opostas as indústrias que exploravam a mão de obra dos trabalhadores. O ideal do Armazém dos Probos Pioneiros de Rochdale era que a preocupação com o aspecto moral de bem-estar social e econômico dos cooperados sobrepunha aos grandes lucros. Os cooperados se sentiam pertencentes e donos do negócio, toda mercadoria que a família necessitava era comprada no Armazém da cooperativa. Essa característica de fidelidade dos sócios para com a cooperativa foi um dos grandes diferenciais para que a Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale obtivesse êxito.

Dessa forma o rendimento era dividido entre os consumidores, constituindo um vínculo de confiança entre o sócio e a cooperativa. Fortalecendo o relacionamento, os cooperados passaram a ter a consciência de que comprando na cooperativa ele teria o retorno no futuro. O número de sócios aumentou consideravelmente, no final do ano de 1847, a Sociedade já tinha 110 cooperados e em 1849 o número de sócios já era de 392 pessoas. Em constante crescimento os pioneiros de Rochdale, buscaram desenvolver o social e o econômico, de forma justa e harmônica, desta forma, a cooperação sobrepunha-se às dificuldades enfrentadas naquela época, apresentando para o mundo o cooperativismo como alternativa justa de desenvolvimento econômico e social.

Com o surgimento da Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale, o ideal cooperativista foi disseminado no mundo. Atualmente, uma em cada sete pessoas estão associadas a uma cooperativa.

A Organização das Nações Unidas (ONU) determinou o ano de 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. Na oportunidade, a ONU procurou refletir sobre o cooperativismo como um sistema de desenvolvimento mais justo e solidário. A instituição do ano comemorativo confirmou a contribuição efetiva do movimento cooperativista mundial para a redução da pobreza, a partir da geração de trabalho e renda.

O cooperativismo é reconhecido internacionalmente pelo importante papel que tem na promoção do desenvolvimento sustentável. As cooperativas estão presentes no dia a dia das pessoas, mostrando sua importância, desde a alimentação, saúde até os serviços financeiros, e de transporte. O que caracteriza as cooperativas é o fato de que, além de prestação de serviços e comercialização de produtos, elas são empresas baseadas em princípios e valores que beneficiam o meio onde estão inseridas.

De acordo com dados de 2012 da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, sigla em inglês para Food and Agriculture Organization), nos seus diversos setores, as cooperativas proporcionam cerca de 100 milhões de empregos em todo o mundo, 20% mais que as empresas multinacionais. Em 2011, as 300 maiores cooperativas tiveram faturamento agregado de US$ 1,6 trilhão, que equivale à nona maior economia do mundo – Espanha (ACI, 2011).

Em vários países, as cooperativas são destaques em diversas atividades:

  • Na Alemanha, cerca de 18 milhões de pessoas são associadas às cooperativas de crédito, o que equivale a 21% da população;
  • No Brasil, as cooperativas são responsáveis por 40% do PIB agrícola e 6% do total das exportações agrícolas;
  • No Canadá, de cada três habitantes, um é membro de uma cooperativa de crédito;
  • Na China, 91% do microcrédito são mantidos pelo sistema cooperativo;
  • Na Coréia, 71% das pescas são asseguradas por cooperativas;
  • Na Espanha, as cooperativas de Mondragon fazem parte, em escala nacional, dos maiores fabricantes de refrigeradores e de equipamentos eletrodomésticos;
  • Nos Estados Unidos, as cooperativas controlam cerca de 80% da produção de laticínios. Além disso, foram as cooperativas que levaram a energia elétrica ao meio rural;
  • Na França, as cooperativas dos ramos agropecuário e de crédito se destacam na economia;
  • Na Índia, cerca de 12,3 milhões de pessoas são membros de cooperativas de laticínios e responsáveis por aproximadamente 22% do leite produzido no País;
  • No Quênia, as cooperativas têm as seguintes parcelas do mercado: 70% do café, 76% dos laticínios, 90% do piretro e 95% do algodão;
  • Entre os maiores sistemas bancários do mundo, destacam-se os sistemas cooperativos: Desjardins, do Canadá, e DGRV, da Alemanha.


De acordo com o último Relatório Global 300, projeto idealizado pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e publicado em 2011, mais de 1 bilhão de pessoas estão envolvidos em cooperativas de alguma forma, seja como cooperados, clientes ou trabalhadores, e formam uma força significativa, unidos em torno de uma filosofia para o trabalho e o comércio. Em tempos de crise no mercado internacional as cooperativas continuam a crescer de forma constante, aumentando o bem-estar social das pessoas ao redor do mundo, com espírito de mutualidade e solidariedade.

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