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05/04/2013 - Indstria de leite longa vida prev crescer 4%

05/04/2013
Historicamente volátil, o mercado de leite longa vida iniciou este ano com estoques baixos, o que tem gerado uma disputa pela matéria-prima, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV). Diante desse cenário de pressão de alta para a matéria-prima, a indústria tem buscado repassar o aumento para o produto final e, com isso, conseguiu reequilibrar a rentabilidade no primeiro trimestre de 2013, diz a entidade. "Se a matéria-prima continuar sendo disputada, a indústria tentará repassar", afirmou Cláudio Teixeira, que acaba de assumir a presidência da ABLV.

A concorrência pela matéria-prima é ainda reflexo da alta dos custos de produção do setor leiteiro no ano passado. De acordo com a entidade, os custos elevados forçaram uma redução dos estoques de leite longa vida, que atingiram um nível crítico em setembro de 2012 - 100 milhões de litros, o equivalente a sete dias de produção. Teixeira afirmou que no ano passado a indústria trabalhou com margens "estreitas ou inexistentes".

Além dos custos mais elevados da matéria-prima, a pulverização do setor, que tem mais de 80 marcas, também contribuiu para o achatamento de margens de um segmento com rentabilidade já historicamente baixa. Ainda que o cenário tenha sido adverso - levando empresas a dificuldades -, a produção de leite longa vida em 2012 cresceu 5,3%, para 6,125 bilhões de litros em relação ao ano anterior, conforme a ABLV. A evolução decorreu do crescimento vegetativo da população, mas também do fato de que o leite UHT vem ganhando espaço no mercado do produto pasteurizado e do leite informal.

No primeiro caso, as vendas recuaram 12%, para 1,3 bilhão de litros em 2012. Já as de produto informal caíram 14,6%, para 1,520 bilhão de litros no ano passado, segundo a associação. Com esse avanço, a participação do leite longa vida nas vendas dos chamados leites fluidos no Brasil atingiu 81% em 2012. Para este ano, a previsão é de um crescimento de 3% a 4% na produção e venda de longa vida, diz a ABLV.

As razões para o avanço devem ser as mesmas vistas no ano que passou. O crescimento tímido da oferta de matéria-prima no país inibe um maior avanço da produção de leite longa vida. "A produção de leite no Brasil cresce pouco, por isso a disputa [por matéria-prima] deve continuar", estimou o dirigente da ABLV, que preside a Italac. Segundo a entidade, a produção brasileira de leite foi de 32,4 bilhões de litros em 2012, aumento de apenas 1% sobre o ano anterior. Além da busca do equilíbrio nas margens da cadeia produtiva de longa vida, Teixeira disse que a qualidade do produto segue uma prioridade. (Fonte: Valor Econômico)

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