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26/04/2013 - DNIT prepara novo modelo de pesagem de caminhes nas rodovias

26/04/2013
Os postos de pesagem de veículos nas rodovias federais precisam passar por um sistema de aperfeiçoamento. Faltam recursos para a construção e reforma dos locais e para a contratação de agentes de trânsito e policiais rodoviários federais, além do tamanho dos estacionamentos, que não é mais adequado ao fluxo e à dimensão da frota. Todas estas observações estão em um relatório da Controladoria Geral da União (CGU), divulgado nesta semana.

A CGU avaliou os 35 postos em operação no país. Outro fator prejudicial é a constatação de que o atual sistema de pesagem não se encontra isento de rotas de fuga, pois há veículos que executam desvios para evitar a fiscalização. Segundo o relatório, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) propôs uma alteração do atual Plano Diretor Nacional Estratégico de Pesagem. A ideia é instalar no Brasil um novo sistema de pesagem, mais moderno, com componentes eletrônicos capazes de medir o peso dos caminhões de forma automática, com respeito à velocidade da via, sem necessidade de parada.

Em nota, o DNIT informou à Agência CNT de Notícias que o novo sistema é desenvolvido desde agosto de 2012, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). De acordo com o órgão, a pesagem em movimento será uma inovação tecnológica para os padrões brasileiros. As vantagens são a redução do tempo de parada no processo de fiscalização e do número de agentes público envolvidos no processo. O DNIT assegura que já iniciou a preparação dos editais para lançar o novo modelo no mercado, cuja licitação está prevista para junho. A expectativa é que o método diminua o número de veículos com excesso de peso nas estradas, o que pode resultar em menos gastos de manutenção e menor risco de acidentes.

Dados do Plano Nacional de Pesagem apontam que a vida útil de uma rodovia pode diminuir entre cinco e três anos quando ela é exposta a excesso de peso de 10% e 20%, respectivamente. Em 2009, segundo o DNIT, o excesso médio de peso por veículo foi superior a uma tonelada (1.167kg). Em 2010, houve uma redução de 17% e o excesso médio registrado em cada veículo foi de 968 kg. Para o diretor da área técnica da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística), Neuto Gonçalves dos Reis, a mudança é positiva. "É preciso combater o excesso de peso. É ilusório pensar que carregar mais carga significa maior faturamento. O caminhão que roda com sobrecarga tem maior curso operacional, consome mais pneus e combustível, além de colocar em risco a segurança com a possibilidade de acidentes”, explica. (Fonte: Agência CNT)

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