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7 Seminrio Estadual de Cooperativismo discutiu eficincia e liderana estratgica

28/09/2015
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Mais de 400 pessoas participaram do 7º Seminário Estadual de Cooperativismo, que foi um sucesso de público e de aprovação. Realizado a cada dois anos, esta edição teve como principal foco discutir como ser eficiente e estratégico para superar as adversidades, principalmente econômicas. O Brasil passa por um momento delicado na economia e isso afeta as cooperativas, que sobretudo são organizações, que precisam ser competitivas e gerar resultados positivos para os cooperados. O presidente do Sistema OCB/SESCOOP-GO, Joaquim Guilherme Barbosa de Souza abriu o evento e muito satisfeito com a presença dos participantes, disse que a proximidade com os companheiros aumenta a força do grupo. 

Em discurso, Joaquim Guilherme destacou a necessidade da troca de informações, da intercooperação, de olhar com interesse e fomentar os ramos que estão em pleno crescimento e prestar muita atenção nas questões políticas que se aproximam. Ele mostrou o descontentamento com o governo federal que gastou mais do que podia nos anos anteriores e agora amarga péssimos resultados econômicos, que refletem negativamente na vida dos brasileiros.

O presidente do Sistema OCB/SESCOOP-GO, ainda ressaltou seu descontentamento com a proposta do governo federal de retirar 30% da verba destinada ao Sistema S para cobrir outros gastos. “São recursos que nós tão bem usamos que serão usados para pagar dívidas que não fizemos. É preciso que encontrem formas de economizar e não tirar de onde o recurso é bem empregado”, afirmou.

O superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, frisou que o momento é de apreensão por parte do Sistema. Haja vista, que o cooperativismo é um colchão de amortecimento para os momentos de crise, e a medida anunciada traz um impacto negativo para todo o Sistema S. Ele disse que somente a diretoria do Sistema OCB já esteve na Casa Civil para negociar sobre a medida de retirada dos recursos e vão se reunir de novo amanhã. O Sistema S está empenhado em contribuir com a reforma fiscal, mas não podemos abrir mão desses recursos. 

Ele também parabenizou o Sistema OCB/SESCOOP-GO pela escolha do tema do seminário e disse que foi providencial, uma vez que, o período carece de planejamento e estratégia.

O vice-governador de Goiás, José Eliton Figueredo Júnior, participou da abertura do evento e disse que todas as cooperativas, com uma soma de esforços, buscam resultados satisfatórios dentro dos seus ramos econômicos. “Eu fico feliz de observar que em Goiás e no Brasil, esse esforço e esse conceito de cooperativismo vem se multiplicando ao longo dos anos”, relatou.

Ele destacou que talvez uma das formas de sair dessa crise não é se esconder é enfrentar, é ir adiante é avançar. Mas fazer aportes importantes, vencer as dificuldades e nesse ponto em particular, as cooperativas podem ter um papel fundamental, para ajudar os municípios, Estados e a reconstruir as bases da economia brasileira.

Palestras

O primeiro palestrante do dia foi o presidente da EleKtro, uma das maiores distribuidoras de energia elétrica do Brasil, Márcio Fernandes. Ele falou sobre liderança em tempos de crise e disse que não há receita pronta para superar os desafios. “Quando a gente começa a fazer algo em tempo de crise, as chances de não ficar bem feito é enorme porque você faz com desespero. A gente tem que buscar a excelência não apenas em tempo de crise. Nós fazemos isso em tempo integral. Então a fórmula que faz com a gente faça algo admirável é feita todos os dias”, ressaltou. 

A escritora e jornalista econômica Mara Luquet, foi a segunda a falar com os presentes e disse que o cooperativismo tem um papel muito importante na criação da cidadania financeira do brasileiro, que não a tem. “O brasileiro tem medo do banco, ele não conhece o banco, ele acha que não é para ele. O cidadão paga taxas altíssimas, é
maltratado no banco e não enxerga sua importância como cliente”, explicou.

Segundo ela, o cooperativismo abre uma alternativa, pois ele dá instrumento importante na negociação de produtos e serviços bancários.

Já o pedagogo, Roberto Carlos Ramos, contou a história de vida dele. Desde a infância pobre na favela até o resgate por uma professora francesa, que lhe deu uma nova vida. O relato cheio de entusiasmo, emocionou a todos e mostrou como amor, paciência e cuidados podem dar perspectivas de vida a quem não tinha nenhuma.

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