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Antonio Chavaglia, da Comigo, está entre as 10 lideranças regionais da Forbes

04/12/2019
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O presidente da Comigo (Cooperativa dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano), Antonio Chavaglia está na lista das 10 lideranças regionais brasileiras elaborada pela Forbes com auxílio da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. Foram priorizadas empresas que nasceram, cresceram e criaram forte identificação com seu estado de origem.

Para fazer a lista, foram deixados de fora o Rio de Janeiro e São Paulo – que, juntos, representam cerca de 40% do PIB nacional, o objetivo foi lançar luz sobre empresas, empresários e executivos que, com igual talento e determinação, trabalham duro para quebrar essa hegemonia na economia do país.

Confira abaixo o texto sobre Antonio Chavaglia que foi publicado na edição 70 da revista Forbes

CENTRO-OESTE

ANTONIO CHAVAGLIA

COMIGO

Há 33 anos, ele está à frente da Cooperativa dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano – R$ 4,4 bilhões de faturamento com 7.600 cooperadosAntonio Chavaglia rejeita o título de líder, mas suas palavras e decisões são seguidas há três décadas por produtores de 15 municípios do sudoeste goiano que mudaram suas vidas ao terem a produção de milho e soja inserida no mercado internacional. À frente da Comigo (Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano) há 33 anos, o paulista de Aramina, aos 73 anos, recebeu o título honorífico de cidadão goiano em abril último, na Assembleia Legislativa de Goiás, por “ser uma pessoa de conduta ilibada com grandes serviços prestados à sociedade do estado”. Ele vive na região há 51 anos.

Em seu oitavo mandato como presidente, Antonio foi um dos fundadores da que hoje é considerada uma das cinco maiores cooperativas do país no ramo da agropecuária, criada há 44 anos e sediada em Rio Verde (GO). No ano passado, ela teve faturamento de R$ 4,4 bilhões (o maior dos últimos cinco anos); conta com 7.600 cooperados e emprega quase 4 mil trabalhadores diretos e indiretos. “O grande mérito de uma cooperativa é promover o bem-estar social, o poder de capacitar e inserir esses produtores no mercado: onde tem uma cooperativa, a renda per capita muda completamente em cinco anos”, avalia.

Antonio conta que a Comigo tem feito um trabalho com 40 jovens e 50 mulheres por ano para mostrar o que é o agronegócio e incentivar a sociedade familiar. “São mulheres que assumiram a propriedade rural depois que o marido morreu ou se separou e estão indo muito bem, produzindo grãos e pecuária. Queremos mostrar a importância da união familiar e da proteção que os cooperados têm ao se associar: a garantia de não serem explorados. Igualando o preço de quem vende 200 mil sacas de soja ou mil sacas, fazemos justiça social.

”As principais atividades da cooperativa são beneficiamento, industrialização e comercialização de produtos agropecuários; 60% provenientes da soja e do milho e 21% de insumos, além do recebimento, transporte, classificação e armazenagem, comercialização nos mercados interno e externo, lojas agropecuárias, produção de suplementos minerais e unidades armazenadoras. Hoje, os cooperados exportam farelo de soja e óleo bruto para Europa, enquanto o óleo refinado é vendido para o mercado interno.

O clima de incerteza no cenário político e econômico atual, entretanto, tem deixado o presidente um tanto apreensivo; e ele reconhece que será difícil fechar as contas com saldo positivo neste ano. Os custos de produção aumentaram mais de 30% e o preço da soja caiu mais de 10%. Chavaglia também aponta entraves como a redução de incentivos fiscais, fixação da tabela de preços de fretes, as distâncias até o porto de Santos e a falta de ferrovias para interligar o transporte para o escoamento dos grãos. “No Brasil, não temos nem seguro agrícola. Os produtores que estão em regiões mais distantes do porto estão sendo massacrados, sem renda, sem crédito e sem condições de trabalhar. As grandes empresas já anunciaram que vão diminuir o crédito para os produtores rurais em 50%. É um cenário bastante complexo e uma incerteza muito grande”, desabafa.

Ainda assim, desde o ano passado estão investindo R$ 350 milhões em construção de armazéns de soja, fábricas de ração, lojas agropecuárias, aumento de frota, unidades de produção de suplemento mineral, reestruturação de armazéns antigos e construção de quatro novos com capacidade para abrigar até 390 mil toneladas de milho e soja.“Jamais serei um pessimista. Já vi muita coisa nesses anos todos, já atravessei muita turbulência, e meu desafio é manter os cooperados estimulados. Todo dia você aprende alguma cosia, mas morre sem saber nada.” (CB)

Fonte: Forbes


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