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Commodities podem dificultar controle da mosca-branca no tomateiro

03/12/2014
Há mais de quatro anos, um grupo de pesquisadores da Embrapa vem realizando um trabalho de monitoramento da mosca-branca em lavouras de tomate, na região do Brasil Central, e os resultados preliminares indicam que commodities como soja e algodão, cujos cultivos estão próximos ao tomateiro, servem como hospedeiras da praga e, possivelmente, como fonte de vírus na entressafra desta hortaliça.
 
Os danos que o inseto causa nesses cultivos, por meio da sucção da seiva, são secundários diante dos prejuízos da ferrugem e do bicudo, principais pragas da soja e do algodão, respectivamente. Contudo, em relação ao tomateiro, a mosca-branca atua como transmissora de begomovírus,  que causa uma doença que compromete o desenvolvimento da planta e, por isso, reduz sobremaneira a produtividade.
 
"A pesquisa busca responder se as plantas que contribuem para a multiplicação da mosca-branca também são suscetíveis ao vírus. Na cultura da soja, por exemplo, os begomovírus não causam grandes problemas, apesar de estarem presentes", esclarece a pesquisadora Alice Nagata, especialista em virologia, ao pontuar que o manejo em escala macrorregional é indispensável para eficiência no controle do inseto-vetor e para redução da incidência de viroses.

Assim, o manejo da mosca-branca realizado em uma única cultura ou em apenas algumas lavouras não alcança o efeito necessário para manter a população da praga dentro de níveis toleráveis. Por isso, o desafio da pesquisa, e também das políticas públicas, consiste em integrar as cadeias produtivas afetadas pelo inseto para que os prejuízos ocasionados sejam reduzidos a ponto de trazer ganhos para todas as culturas. Nessa conta, além de algodão e soja, é preciso incluir o feijão que, assim como o tomate, é muito suscetível aos vírus transmitidos pela mosca-branca.
 
De acordo com a pesquisadora, o manejo da praga visando o controle da virose deve ser feito com base em uma visão macro de toda paisagem agrícola. "O agricultor não pode ficar alheio às propriedades vizinhas. Por isso, seria desejável que, em um futuro próximo, houvesse uma associação das cadeias produtivas em prol da sustentabilidade do agroecossistema", recomenda.  
 
Para isso, é necessária uma mobilização de todos os elos da cadeia, inclusive dos produtores e indústrias processadoras. O gerente agrícola da Agropecuária Sorgatto, Maurício Bakalarczyk, responsável por mais de 1.200 hectares de tomateiro da empresa, aponta a ampla variedade de hospedeiros como o principal fator limitante para o controle da mosca-branca. "Na região de Cristalina e Luziânia, em Goiás, encontramos diversas culturas que hospedam a praga, inclusive plantas daninhas e, por isso, fica praticamente inviável diminuir a população do inseto", explica. (Fonte: Embrapa Hortaliças)

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