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Competência para crescer

12/12/2017
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O senhor se autodenomina um provocador e não um motivador. Para o público cooperativista, a provocação é a mesma ou há alguma especificidade?

A provocação é mais picante e mais dolorida para o setor de cooperativa. Porque, de um lado, eu vejo o tamanho absurdo de possibilidades de negócios, de crescimento e, de outro, verifico a morosidade e alguns entraves políticos que são considerados dentro do segmento e que deveriam deixar de existir. É importante se ter um momento zero para começar a pensar em governança, a pensar o cooperativismo, a pensar sobre competitividade. E para parar com alguns dilemas como o que diz que banco não pode dar lucro, que tem que ter uma coisa chamada sobra. E eu falo sempre em eventos que sobra é aquilo que, quando sobra na mesa, ou você congela para usar de novo ou joga fora. Tem que ter lucro, que será reinvestido no próprio benefício do cooperado. O cooperativismo tem uma visão muito política e pouco competitiva, mas está acelerando absurdamente o conceito de cooperativismo.

A mudança que o senhor acredita necessária é de pensamento?
Ela tem que ser de pensamento. Não adianta nada mudar nome. Eu posso mudar o nome para qualquer coisa, mas não adianta nada, se eu não mudar o pensamento em torno disso. Tenho visto alguns líderes do segmento de cooperativa velhos, mas isso não é relativo à idade. É hora de juntar esforços. O conceito de cooperativismo é exatamente isso. Ele é mundialmente conhecido pela figura do pinheiro. O pinheiro quanto mais perto um do outro, mais cria resistência às intempéries. E é exatamente isso que tem que ser feito. Não é preciso fazer nada de novo, basta buscar a origem do cooperativismo. No Brasil, ele representa 4,5%, nos EUA é pouco menos de 40% e crescendo, na Europa passa de 45%, na Oceania chega a 70%. É só imaginar uma coisa: se nós dobrarmos de tamanho, continuamos pequenos. Se quintuplicarmos de tamanho, somos ainda pequenos perto da imensidão que o Brasil tem. O Brasil tem a vocação de cooperativismo, só precisa entender que não é um órgão público. O cooperativismo precisa ter pessoas pensando em alta competitividade, e isso do cargo mais baixo ao mais alto da cooperativa e do próprio Sistema. É preciso fazer um choque de gestão e de competividade e isso precisa ser mais acelerado. O momento que estamos vivendo, se, por um lado, para o cidadão é uma coisa ruim, por outro, é muito bom, porque a sociedade começa a conhecer melhor o cooperativismo e sua vocação, o conceito de que juntos somos mais fortes. É uma redefinição de uma proposta de valor espetacular para o cooperativismo e ele não pode deixar de aproveitar essa oportunidade. Agora é o momento de aparecer e dizer que está aqui.

O senhor acredita que existe um sentimento de inferioridade das cooperativas em relação às empresas privadas?
Vamos pensar em banco. Os últimos 40, 50 anos foram os que tiveram tecnologia mais de ponta. Há 20 anos nossos bancos tinham uma dinâmica de competitividade maior do que o mundo inteiro. Hoje, os bancos das cooperativas representam o quinto maior banco do país, tem o melhor app do mercado, as taxas são mais competitivas e as vantagens para correntistas são infinitamente maiores. Quando o sistema de cooperativismo se junta, consegue entender toda a cadeia produtiva e consegue dominar isso sem ficar tão facilmente vulnerável como a indústria faz com outros setores. Quando verifica que quando os pequenos se juntam, eles ficam mais fortes, se ganha o mercado. É por isso que o cooperativismo é essencial no mundo e continua crescendo. E precisamos entender que temos um potencial de crescimento inimaginável. E os gestores precisam enxergar que há mais oportunidade do que dificuldade e se questionar. Qual o nosso planejamento? Onde nós queremos chegar? O que estamos investindo em qualificação? Como fazemos a captação de mais associados e mais cooperados? Temos uma força fantástica. É hora de entender que é preciso se unir, se sozinho fica difícil, vamos chamar outros para ajudar e vamos ganhar em velocidade.

O senhor considera que falta para todo o setor, inclusive para os gestores, uma visão mais ampla?
O gestor precisa ter a consciência do seu preparo dentro do segmento. Em todos os mercados, inclusive de empresas privadas, você tem uma política a ser respeitada. Ter um gestor mais inteligente, deixar um pouco o ego de lado e ser mais profissional. Se hoje alguns podem dizer que já é profissionalizado, então queira ser mais e melhor. A busca não pode parar e ela é credencial pra aproveitar as oportunidades.

Como motivar desde o colaborador até aquele que pensa a cooperativa num momento em que vivemos uma crise ética, de valores e financeira?
A primeira coisa é implantar as melhores práticas. Ter uma política de objetivos e metas muito claros e bem definidos, para que cada um saiba seu papel dentro da empresa. Ter um plano de carreira, implantar conceitos de competitividade, que é a capacidade absoluta de competir. É saber que quando eu entro em um mercado, eu tenho que querer ser o melhor, mesmo que eu não seja ainda. E entender que aqueles que não são adeptos a essa visão, missão, objetivos, alinhamento estratégico da companhia têm que estar fora. Tenho que se saber a prática de salários está compatível, se não vou perder competências. E não há lugar para pessoas competentes, mas sem moral. O cooperativismo é um mar de oportunidades. E temos que entender que precisamos fazer mais e melhor com o que temos, e não com o ideal.

Ainda existe uma visão muito paternalista na gestão cooperativista?
Sim. Não tenho dúvidas que essa visão perpassa toda a equipe. Mostre a equipe e ela revela a cara do seu líder. A inércia e ócio fazem parte da característica humana, é muito cômodo. Quando você vai mudar, mesmo que para o bom, causa desconforto. A mudança causa dissabor, você tem que se mobilizar, ela cansa mais. Todo mundo quer mudança, mas quer que ela ocorra no outro.

Quem está fora, entende o que é e como funciona o cooperativismo?
Uma grande parte não. Para o mercado, parece uma entidade secreta. A gente precisa se expor sim. Até porque o cooperativismo é uma benesse fantástica.

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