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Cooperativa aposta em cosmticos base de caf

26/08/2015

A Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do mundo e responsável por 3,5% de toda a produção mundial de café, junta suas forças com a empresa brasileira de beleza Aqia para produzir a linha de cosméticos e alimentos funcionais Aqia Coffee, à base do grão. A novidade foi anunciada durante evento em São Paulo nesta terça-feira (25/8).
 
Na cartela de produtos estão os óleos e biomassa, obtidos a partir da prensagem do fruto a frio. A iniciativa de diversificar os negócios surgiu após uma pesquisa de mercado no exterior: o óleo de café é uma matéria prima requisitada no setor de cosméticos. Porém o preço bem salgado limitava o uso e encarecia bastante os produtos finais.
 
A Cooxupé fez convênio com as universidades Unesp, de Jaboticabal (SP) e Unicamp , de Campinas (SP), para estudar a produção e os benefícios de derivados do café. Foram investidos R$ 5 milhões em pesquisa, desenvolvimento de produtos e infraestrutura em Guaxupé (MG).
 
Os resultados positivos dos estudos abriram caminho para esse nicho de mercado, e a cooperativa se viu capaz de fornecer café de qualidade para a produção de cosméticos com a assiduidade que o setor precisa, por um preço mais barato e com certificação socioambiental, controle de origem e da cadeia de produção (como o Rainforest Alliance), aspectos muito valorizados no exterior, especialmente na Europa, que cada vez mais consome produtos naturais, e cadeias de produção sustentáveis.
 
A fabricação do óleo e da biomassa leva apenas grãos de altíssima qualidade e passam por um rigoroso processo. Tudo começa com a seleção das bagas, feita manualmente. Depois, uma amostra vai para a separação a partir de aspectos visuais e também para degustação. Após passar por todos esses testes, o lote de café segue para ser prensado a frio (e não com solvente, para obter um produto mais puro e sem interferências químicas), tudo automatizado. Por fim, segue para o laboratório da Cooxupé, para controle de qualidade.
 
Mercado
 
Segundo o presidente da Cooperativa de Produtores de Guaxupé (Cooxupé), Carlos Alberto Paulino da Costa, o óleo era difícil de vender. “As empresas de cosméticos não compravam o óleo bruto que a gente produzia”, conta. Então surgiu a oportunidade de negociar com a Aqia. “Íamos procurar empresas de ração para cachorro para vender, não havia mercado (para o óleo produzido pela cooperativa). Mas com as pesquisas, começaram a aparecer os benefícios dos produtos e abriu portas. Nós da cooperativa não temos canais de vendas para a indústria de cosméticos, que é sofisticada. Por isso é importante a joint venture com a Aqia”, explica.
 
A quantidade de matéria-prima destinada para a produção de cosméticos deve girar em torno de 100 sacas. No caso da Cooxupé, que produz em média, 9 milhões de sacas por ano, essa quantidade é pequena. Costa afirma que é preciso ir com calma, que “é uma escada subindo, tem que ir degrau por degrau”, e a quantidade deve aumentar de acordo com a demanda .
 
A iniciativa também não gerará, pelo menos no começo, uma receita tão expressiva: os cosméticos devem gerar para a cooperativa R$ 50 mil mensais. “É um produto que achamos que futuramente terá aceitação grande. Acredito que o desempenho dele será muito maior que o planejado. Quando descobrirem que a biomassa ajuda a emagrecer... vixe! Será um sucesso! Haja café!”, brinca o executivo.
 
Já para a Aqia - empresa que projeta atingir um faturamento na casa dos R$ 5 milhões em 2016 - o incremento será bastante lucrativo. A expectativa da empresa é chegar em 2018 com faturamento de R$ 15 milhões.
 
Para quem atua diretamente no setor de cosméticos, a proposta de produtos à base de café brasileiro é bastante interessante. A empresária Cláudia Ribeiro, sócia da Joy Importações, que comercializa produtos de beleza , acredita que o mercado europeu tem demanda para os derivados. “Já falei com algumas empresas parceiras e eles se interessaram, principalmente para atender a Europa, que busca cada vez mais opções de produtos naturais”, conta. “Quero começar a exportar a matéria prima, aproveitando os contatos que já tenho, mas é preciso ainda saber de valores e se é viável. Estamos contando com o dólar bom para exportações”.
 
Se os produtos à base de café emplacarem, além de rentável, será um marketing positivo para o café brasileiro no mundo. “Produzir algo que vai ser útil, além do retorno financeiro e de criar alternativas de uso (para o café), é gratificante, a gente fica satisfeito. Acaba sendo um marketing para o café. É café de qualidade, não é de fundo de quintal. Em qualquer lugar do mundo, com as certificações que temos, é um bom marketing”, finaliza o presidente da Cooxupé.

 

Fonte: Globo Rural

 

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