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Cooperativismo ganha força entre jovens empreendedores

14/12/2017

Cresce a consciência de que o “fazer juntos” pode trazer melhores resultados do que o “fazer sozinho”. De modo especial, esta é uma tendência entre as pessoas mais jovens e mais afinadas com o pensamento do mundo compartilhado em que vivemos. E ganha força tanto entre jovens egressos de universidades - que decidem formar uma cooperativa para levar adiante uma ideia no ambiente digital ou voltada ao desenvolvimento de um produto - como entre pessoas de comunidades mais carentes. O “Arte Gerando Renda”, um projeto desenvolvido na Rocinha, zona Oeste do Rio, e em Piedade, zona Norte é um exemplo vivo desta nova realidade, encontrada em outras centenas de regiões do país.

O crescimento do cooperativismo reflete uma “mudança na cabeça da humanidade”, disse Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) ao repórter Eduardo Vanini de “O Globo”. Para ele, “as pessoas estão buscando uma economia muito mais colaborativa e participativa, diferente da geração anterior, que tinha uma postura de mercado, focada na formação de patrimônio individual. O interesse era acumular dinheiro para conquistar patrimônios como carros e imóveis. Agora, as pessoas querem novas relações de trabalho e renda”.

De acordo com a OCB, o número de cooperados no Brasil passou de cerca de 5 milhões para mais de 13 milhões entre 2001 e 2015, mesmo tendo diminuído o número de cooperativas, o que revela outra tendência atual: em qualquer ramo, prosperam os negócios mais planejados e organizados. Em compensação, não há mais espaço para aventuras, como costuma ocorrer em períodos de alto desemprego, quando as pessoas abrem um negócio por necessidade, na esperança de obter alguma renda, não por vocação empreendedora.

Esse fenômeno ressurgiu na crise econômica, que chegou a deixar mais de 13 milhões de pessoas  desempregadas. E foi detectado pela pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), da London Business School, feita em dez países: entre 2014 e 2015, o índice de empresas abertas no Brasil por necessidade de renda cresceu de 29% para 43,5%. Marcadas pelo improviso, poucas sobrevivem.

Mas a economia se recupera e esperanças de novos tempos para o empreendedorismo e o cooperativismo se renovam neste início de 2018. Se o empreendedorismo é o ato de criar, gerenciar, assumir riscos, enxergar oportunidades e observar mecanismos e meios para a obtenção de lucros, o cooperativismo é o caminho para uma economia compartilhada e com mais justiça social.

De acordo com a professora de Estratégia e Inovação do Ibmec/RJ, Ana Beatriz Moraes, o cooperativismo entrou no radar dos jovens – “eles estão começando a se conscientizar de que nem todo mundo tem capital para abrir um negócio sozinho” disse em entrevista a “O Globo”. “A cooperativa não é só um aglomerado de pessoas que se juntam sem cuidado profissional. É preciso assegurar a legalização e todos os integrantes têm responsabilidade sobre o negócio. Além disso, é preciso muita atenção para fugir da atmosfera de informalidade. Só assim será possível conquistar credibilidade junto ao público”.

As advogadas Fernanda de Castro Juvêncio e Priscila I. Grecco Oliveira, do escritório Juvêncio e Oliveira, afirmam que é preciso analisar com cuidado as iniciativas dos empreendedores e avaliar se determinado grupo tem perfil de trabalho cooperativo. Para elas, não se pode pensar em termos de trabalhador x empresário, “pois na cooperativa o trabalhador é o empresário, ele é dono e usuário do empreendimento.” E, além da viabilidade associativa “é preciso verificar a viabilidade econômica do negócio”.

O importante é que, no ensino médio e superior, se continue estimulando os jovens ao empreendedorismo e ao cooperativismo, indo além de uma formação voltada apenas ao trabalho como empregados. O incentivo ao ato de criar novos serviços e produtos amplia a produtividade e estimula a economia. O incentivo à cooperação amplia a justiça social.

Fonte: Revista EasyCOOP

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