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“Cooperativismo será incentivado pelo governo”, diz vice-presidente Mourão

16/06/2020
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O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, afirmou hoje (16/06) que o cooperativismo no Brasil será incentivado pelo governo de Jair Bolsonaro, inclusive para uma recuperação mais rápida das atividades econômicas do País ao período pós-pandemia da Covid-19. A afirmação foi em resposta à pergunta do presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, durante a webconferência realizada pelo Fórum das Entidades Empresariais do Estado de Goiás para debater as perspectivas para o Brasil. Luís Alberto Pereira enfatizou que o cooperativismo no Brasil é responsável por 12% do Produto Interno Bruno (PIB) nacional e influencia a vida de quase 60 milhões de pessoas.

“O cooperativismo é muitas vezes mal entendido. É preciso ver o setor de forma macro, temos um largo campo para atuar. O conceito do cooperativismo é muito claro: todos vão ganhar e crescer mais rápido se atuarem em conjunto do que individualmente. O papel do governo é fomentar o setor, inclusive com crédito, e fazer com que suas experiências bem-sucedidas, principalmente no Sul e Centro-Oeste, cheguem a outros Estados e regiões do País. Para isso precisamos incentivar as melhores práticas, como nas operações de crédito e no agronegócio”, respondeu o vice-presidente à pergunta do presidente do Sistema OCB/GO. 

O general Mourão enfatizou que a retomada do crescimento no Brasil deverá ser diferente para cada setor econômico, em resposta ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel. “Não será linear para todos. O agronegócio terá crescimento mais rápido do que o setor de serviços, por exemplo, que sofre da falta de demanda e de oferta”, disse. Um dos maiores problemas, na opinião do vice-presidente, é o forte aumento do endividamento e da perda de renda para muitas famílias brasileiras.  Disse que há uma discussão no governo sobre a retomada do crescimento, mas frisou que precisa ser dentro do limite da responsabilidade fiscal. “Não vamos descartar incentivos ao setor produtivo”, disse.

O vice-presidente apresentou uma visão otimista sobre o futuro da indústria, vislumbrando uma oportunidade de novos investimentos no Brasil. Questionado pelo presidente do Conselho da Adial Goiás, Otávio Lage Filho, sobre as políticas do governo para gerar mais valor agregado às matérias-primas produzidas aqui, o general Mourão afirmou que o Brasil tem de criar políticas para buscar negócios que devem migrar da Ásia para outras regiões do planeta. “Temos de nos apresentar como parceiro confiável para essa produção vir para cá. Temos de trazer esses investimentos, aproveitar a nossa capacidade ociosa”, afirmou. “Aí podemos começar a produzir utilizando os insumos que temos, para exportar produtos com valor agregado”, frisou. Para isto, Mourão enfatizou que é preciso um ambiente político mais tranquilo no Brasil, sem o que ele classificou como “clima de Fla x Flu”, para passar segurança aos investidores.

Presidente da Facieg, Ubiratan Lopes questionou se a reforma tributária poderá reduzir a carga de impostos sobre as empresas e reduzir as taxas de juros do crédito, especialmente para as micro e pequenas empresas. Hamilton Mourão disse que é uma promessa de campanha eleitoral, mas admitiu que pouco avançou. “A discussão está emperrada no Congresso Nacional. Não se pode mais empurrar com a barriga. Acredito que é possível retomarmos a discussão sobre reforma tributária. Se cortarmos a carga de impostos pela metade e eliminarmos consideravelmente a sonegação fiscal no Brasil, vamos ter um avanço significativo para a economia brasileira”, frisou.

O vice-presidente admitiu também que o governo não consegui ainda destravar as linhas de crédito para socorrer as empresas afetadas pela epidemia, especialmente as micro e pequenas. “Hoje mesmo o ministro Paulo Guedes (Economia) estava discutindo este assunto, para ver como colocar o combustível para fluir por este duto, porque travou. O fundo federal de investimentos, na minha visão, é uma solução para isto. Vamos também atuar junto aos bancos públicos, com os quais temos maior liberdade de trabalhar do que os públicos, para facilitar o acesso ao crédito”, disse. Ao responder pergunta do presidente da Federação das Câmara dos Dirigentes Lojistas (FCDL), Valdir Ribeiro, Mourão também admitiu que as medidas estruturantes para fortalecer a economia estão paradas desde o ano passado. “Parece que ficamos numa ressaca após aprovarmos a reforma da Previdência. Precisamos simplificar tributos. Excesso de burocracia ainda continua a perturbar o empreendedorismo no Brasil. O governo também precisa fazer o crédito chegar na ponta, porque há dinheiro para as micro e pequenas empresas”, frisou. 

O vice-presidente afirmou que os investimentos em infraestrutura devem ser a prioridade no plano nacional de retomada econômica, buscando recursos externos. “Infraestrutura gera emprego em massa, movimenta a indústria e outros setores. Temos que atrair parceiros privados de fora”, defendeu, ao responder o presidente da Associação Comercial e Industrial de Goiás (Acieg), Rubens Fileti. O general Mourão também respondeu pergunta do presidente da Faeg, José Mário Schreiner, sobre ações na Amazônia Legal. Afirmou que o governo tem atuado em conjunto com Estados e Judiciário para preservar a região, sem prejudicar o desenvolvimento econômico, e combater mitos criados no passado.

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