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Crdito deve desacelerar pelo quinto ano seguido

12/01/2015

O crédito ficará mais caro e escasso este ano, tanto para empresas, quanto para o consumidor, e será mais uma trava ao crescimento da economia. Este é o cenário traçado por economistas, professores e estrategistas financeiros ouvidos pela reportagem. Nas estimativas desses especialistas, a oferta de crédito deve crescer pouco mais de 10%, abaixo dos 11% registrados em 2014. Será o quinto ano consecutivo em que os empréstimos desaceleram, afetando o consumo, que foi um dos propulsores da economia do País até 2010. O resultado é que os mesmos especialistas preveem uma expansão bem próxima de zero do Produto Interno Bruto (PIB), que deve crescer apenas 0,6% em 2015, cravando mais um ano de estagnação econômica.
"Nos últimos anos, já estamos vendo uma desaceleração da oferta de crédito, que deverá se acentuar em 2015. Essa redução, combinada a uma queda no rendimento real das famílias, será um freio ao consumo, afetando o desempenho da economia", avalia a economista da consultoria Tendências Mariana Oliveira.
Em 2008, ano de crise internacional, a oferta de crédito no Brasil cresceu 30% e o PIB avançou 5,1%, mostrando que esse é um importante motor de expansão da economia. Mas, quando os empréstimos secam ou ficam mais caros, o efeito é contrário e o consumo tende a esfriar.
Juro maiorTome o exemplo do bancário Marcelo Chicaroni, de 48 anos, de São Paulo, casado e pai de dois filhos. Ele já começou a calibrar o orçamento para este ano com muitos ajustes e cortes, além de fugir dos financiamentos, que estão com juros nas alturas. Ciclista nas horas vagas, Chicaroni desistiu de investir R$ 5 mil numa bicicleta profissional que tinha planejado comprar. 
Era possível dividir a compra em até dez vezes, mas ele achou melhor não fazer esse crediário. Também não vai repetir as férias com a família em Orlando, como fez no ano passado. A viagem começou a ser planejada com o dólar a R$ 2,40, no câmbio turismo, e quando aterrissaram de volta a moeda americana tinha pulado para R$ 2,72, desequilibrando o orçamento.
"Esse dinheiro que seria gasto em lazer ficará guardado e é melhor não tomar mais crédito por enquanto. Temos um cenário de aumento de preços generalizado, da mensalidade escolar ao seguro do carro, que preocupa. O melhor, neste momento, é evitar o crediário, com juros altos, e as compras supérfluas", diz Chicaroni.
Quem pediu dinheiro emprestado aos bancos, ultimamente, já sentiu esse aumento. A taxa média de juros cobrada do consumidor chegou a 44,2% ao ano em novembro, segundo o Banco Central (BC). É o maior patamar da série do BC, que foi iniciada em março de 2011. A taxa refere-se às linhas de crédito oferecidas a pessoas físicas com recursos livres, em que as instituições cobram o que quiserem. Em outubro, os juros estavam em 44% ao ano.
"Como estão previstos novos aumentos da Selic este ano (economistas acreditam que ela irá dos atuais 11,75% ao ano para 12,5%) e há uma perspectiva de aumento da inadimplência, os bancos vão embutindo essas duas variáveis nas taxas cobradas nas linhas de crédito. Por isso, o crédito vai ficando mais caro", diz o professor de economia do Insper de São Paulo Otto Nogami, que lembra que a nova equipe econômica enfatizou em seu discurso que quer estimular a poupança, o que, na prática, significa menos recursos disponíveis no sistema financeiro.
Emprego e rendaMilhões de brasileiros estão evitando entrar no crediário e apertando o orçamento este ano, com medo do desemprego que já despontou nas montadoras de veículos e pode se alastrar para outros segmentos da indústria. Nas perspectivas da consultoria Tendências, o desemprego deve subir de 4,8% para 5,4% este ano. 
O dinheiro no bolso também está perdendo valor. E quem continuar empregado terá o salário corroído em mais 6%, por causa da inflação estimada para este ano, afirma a economista Mariana.
Ela observa, ainda, que a massa de rendimentos reais advindos do trabalho, medida pelo IBGE, também deve ter um crescimento pífio até dezembro. Se no ano passado houve crescimento de 3,5%, este ano ela não deve subir mais do que 0,8%. Será a expansão mais fraca da última década, limitando ainda mais o consumo, avalia.
"A queda na renda real aliada a um cenário de perspectiva de desemprego freiam o consumo e aumentam o risco das operações de crédito para os bancos. Para evitar uma alta da inadimplência, eles ficam mais seletivos na hora de emprestar e também aumentam os juros cobrados do consumidor", explica o professor de economia da Fundação Getulio Vargas de São Paulo Ernesto Lozardo.
EmpresasPara as empresas, a busca do crédito também não vai ser das mais fáceis este ano, prevê o economista Ignácio Reis, da gestora de recursos Guide Investimentos. Uma das principais fontes de empréstimos, o BNDES já anunciou que vai fechar a torneira, além de cobrar mais caro pelo dinheiro. 
A instituição já elevou os juros cobrados das empresas (a taxa de juro de longo prazo — TJLP) de 5% para 5,5% ao ano, e novos aumentos são esperados. Na avaliação da Guide Investimentos, o crédito direcionado (que inclui operações rurais, financiamentos imobiliários e os recursos do BNDES) deve crescer apenas 16% este ano, frente a uma expansão de mais de 20% em 2014. Nas contas da Guide, o crédito total (incluindo recursos livres e direcionados) deve ter expansão de 11%.
"O BNDES anunciou que vai pôr o pé no freio no Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que, até o fim do ano passado, era responsável por 15,3% dos empréstimos totais às empresas. E a TJLP deve ter novos aumentos", diz Reis, da Guide.

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