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De mulher para mulher

08/03/2016
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ENTREVISTA / Icledes Maria Mattè

Como aliar trabalho e família? É possível alcançar a realização profissional sem sucumbir à culpa? Perguntas como essas são feitas, diariamente, por mulheres, em todo o mundo, que desempenham múltiplos papéis, por opção ou não. Mas quem é essa mulher, como ela encara a dicotomia criada entre trabalho e família e o que fazer para equilibrar a balança da vida, para gerar satisfação e felicidade. No mês da mulher, a especialista em gestão de pessoas e desenvolvimento de lideranças, Icledes Maria Mattè fala, em entrevista à revista Goiás Cooperativo, sobres os dilemas femininos e as competências e habilidades das mulheres que as fazem se destacar no meio cooperativista e empresarial, sem perder a delicadeza. 

1 - Como você definiria a mulher de hoje? Quem é ela?
A mulher de hoje é doce e forte. Apesar de muitas conquistas ainda lutamos por espaços, reconhecimento, equiparação salarial. Hoje a mulher pode fazer suas escolhas e compartilhar seu sucesso, pois não há uma competição entre o masculino e o feminino, e sim, uma grande e bela diferença nas atitudes e competências.  Somos diferentes! A mulher de hoje tem um papel mais presente e ativo na sociedade como um todo e o crescimento desta participação se dá através do seu perfil de competências e a busca incessante por aperfeiçoamento e conhecimento, aliados ao exercício dos mais diversos papéis que lhe são atribuídos, sem perder a sua essência feminina e descuidar dos que lhes são caros. 


2 - Como se destacar e ser líder num ambiente ainda predominantemente masculino, como o cooperativismo?
Tendo em vista os valores estabelecidos na sociedade patriarcal, as mulheres acreditaram por muito tempo que para alcançar o sucesso deveriam ser e agir conforme os homens, sobretudo, porque a chefia do lar, a liderança dos negócios sempre era exercida pelos homens. Atualmente ainda temos em alguns segmentos fortes vestígios desta liderança masculina. Mas na grande maioria dos setores, percebeu-se que a participação da mulher e suas contribuições agregam valor às decisões e resultados, ficando claro que as mulheres não precisam e nem devem comportar-se como os homens e, sim, devem contribuir com seu rol de competências femininas, pois é isso que torna o mundo melhor. O segmento Cooperativo vem se destacando, abrindo as portas à participação das mulheres nos empreendimentos cooperativos, seja na formação de cooperativas, como associadas ou ainda ocupando cargos de gestão.


 “Na grande maioria dos setores, percebeu-se que a participação da mulher e suas contribuições agregam valor às decisões e resultados.”

 

3 - Quais características e competências específicas da mulher que a diferencia quando em posição de liderança?

Estudos comprovam que existem estilos diferenciados de liderança entre o masculino e o feminino. Nas mulheres, destacam-se habilidades como a polivalência, o exercício dos mais diversos papéis ao mesmo tempo, conferindo-lhe uma visão sistêmica de processos e de pessoas, multiprocessamento de informações e tarefas, flexibilidade, além de promover a união e a cooperação. Poderíamos dizer que as mulheres operam uma liderança transformacional, através da capacidade de gerar confiança, otimismo, identificação com os valores da empresa, afetividade, intuição, harmonia e generosidade entre as pessoas, potencializando o trabalho em equipe.


4 - As mulheres líderes cooperativistas se diferenciam daquelas que atuam no meio empresarial?
As mulheres líderes cooperativistas necessitam das mesmas competências exigidas pelas que atuam no meio empresarial, mas também de conhecimento e formação específica para o exercício das funções, tendo em vista o diferencial de formação das sociedades cooperativas, princípios cooperativistas e a sua forma de gestão compartilhada. O líder cooperativo põe suas características de liderança a serviço do desenvolvimento das pessoas de seu grupo, que estabelece relações a partir da ajuda mútua, pois a essência do cooperativismo é ser uma sociedade de pessoas.


5 - As mulheres, ou boa parte delas, conseguiram romper a fronteira da culpa para tornarem-se profissionais mais realizadas? Se não, o que falta para isso?
O grande dilema da mulher é a maternidade e família. Ela sempre foi a responsável emocional pela casa, pelo cuidado com os filhos e por incentivar a união da família. Somado a este dilema, muitas mulheres também priorizam a carreira do marido. É necessário desconstruir este pensamento, compartilhar as escolhas e responsabilidades com seus companheiros, para que ambos possam crescer profissionalmente, buscando o equilíbrio entre o pessoal e o profissional, sem abrir mão de ter uma família maravilhosa, que é sem dúvida, o maior projeto de nossas vidas.     


6 - As mulheres alcançaram diversas conquistas ao longo dos anos e isso as levou a ter que desempenhar vários papéis. Nem sempre o papel que prevalece é o que ela gostaria de desempenhar na maior parte do tempo. Como alcançar o equilíbrio entre o que se é e o que se quer ser? 
Nossas escolhas determinam nossos caminhos e o nosso futuro, por isso é fundamental o exercício do autoconhecimento para que possamos alcançar o equilíbrio entre os papéis que exercemos e os que gostaríamos de exercer; pois o segredo é dar sentido às nossas escolhas para que possamos sempre nos apaixonar pelos papéis que estamos exercendo, sejam eles temporários ou não. Assim, a vida fica mais leve e os caminhos inspiradores e motivadores rumo à realização pessoal e profissional, conservando sempre a feminilidade nas atitudes, comportamentos e emoções.


“Nossas escolhas determinam nossos caminhos e o nosso futuro, por isso é fundamental o exercício do autoconhecimento para que possamos alcançar o equilíbrio entre os papéis que exercemos e os que gostaríamos de exercer.”


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