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Decreto faz corte mensal provisrio de R$ 1,9 bilho no Oramento

08/01/2015

O governo publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira (8) o decreto sobre a execução do seu Orçamento. Ficou estabelecido o corte de 33% em relação ao valor autorizado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2015. Com isso, o bloqueio mensal de gastos do governo será de R$ 1,9 bilhão, segundo o Ministério do Planejamento. 

Esse corte é provisório, já que o decreto tem validade até que o Congresso aprove o projeto de lei orçamentária para este ano. A expectativa é de que a votação ocorra até março.
Neste decreto, o governo separou os gastos em dois tipos: os obrigatórios e os não obrigatórios. No caso das despesas obrigatórias, foi estabelecido que pode ser gasto mensalmente o limite de 1/12 do valor que está no projeto de lei. No entanto, no caso dos gastos não obrigatórios, que podem ser adiados, o limite foi reduzido de 1/12 para 1/18, por mês (33%), do que está no projeto do Orçamento.
"Essa medida se faz necessária frente às incertezas sobre a evolução da economia, o cenário fiscal e o calendário do Poder Legislativo, que só retomará suas atividades a partir de fevereiro", diz o Planejamento, em nota.
GarantidoDe acordo com o decreto, os órgãos, os fundos e as entidades do Poder Executivo que integram os Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União só poderão empenhar as dotações orçamentárias, que estiverem no projeto de Lei, destinadas ao atendimento de:
- Despesas com obrigações constitucionais ou legais da União relacionadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2015;
- Bolsas de estudo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea);  bolsas de residência médica e do Programa de Educação Tutorial (PET), bolsas e auxílios educacionais dos programas de formação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), bolsas para açõesde saúde da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), e Bolsa-Atleta e bolsas do Programa Segundo Tempo;
- Pagamento de estagiários e de contratações temporárias
- Ações de prevenção a desastres classificadas na subfunção Defesa Civil;
- Formação de estoques públicos vinculados ao programa de garantia dos preços mínimos;
- Realização de eleições e continuidade da implantação do sistema de automação de identificação biométrica de eleitores pela Justiça Eleitoral;
- Importação de bens destinados à pesquisa científica e tecnológica, no valor da cota fixada no exercício financeiro anterior pelo Ministério da Fazenda;
- Concessão de financiamento ao estudante;
- Ações em andamento decorrentes de acordo de cooperação internacional com transferência de tecnologia;
- Dotações destinadas à aplicação mínima em ações e serviços públicos de saúde.
ExpectativasNo início desta semana, segundo o blog da Cristiana Lôbo, o governo preparava um corte "drástico" no Orçamento em 2015, de cerca de R$ 68 bilhões. E a pretensão era estabelecer uma meta "ambiciosa" de economia de gastos (com passagens aéreas, diárias e também emendas parlamentares).
Ao mesmo tempo, informou, seria criado um comitê financeiro para decidir a gestão do gasto público. Haverá uma meta linear, mas a Comissão de Gestão do Gasto Público, formada pelos ministérios do Planejamento, Fazenda, Casa Civil e Controladoria-Geral da União poderá ampliar a economia mensal do governo.
O blog também dizia que o governo acreditava que, se fizesse o drástico ajuste fiscal neste ano, poderia começar a colher resultados a partir do ano que vem. Esse otimismo se dá com a retomada do crescimento nos Estados Unidos e em países da Europa e, ainda, com a queda do preço do petróleo (o Brasil é importador) e, ainda, com a oscilação do dólar no país, o que favorece as exportações e a produção agrícola.
Cortes nos gastosApós ser confirmado como ministro da Fazenda no segundo mandato da presidente Dilma, Joaquim Levy defendeu, em entrevista no Palácio do Planalto no ano passado, cortes nos gastos públicos. Na ocasião, ele chegou a dizer que a meta de superávit primário - a economia feita para pagar juros da dívida pública - deveria ser de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) para todo o setor público (governo, estados e municípios) neste ano.


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