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Diversificar para lucrar mais

19/06/2015
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Muitos produtores estão adotando sistema de diversificação de cultivo por todo o Estado, aproveitando os vários tipos de combinação possíveis, afirma o consultor técnico da Aprosoja-GO e da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Cristiano Palavro.

Henrique Debiasi, pesquisador da Embrapa Soja, explica que a diversificação de culturas no sistema de produção da soja é o principal requisito para um adequado manejo do solo no sistema de plantio direto. E, se bem planejado, um sistema diversificado proporciona cobertura e aumento do teor de matéria orgânica do solo.

Benefícios
“Sob o ponto de vista da produtividade das culturas, o aumento do teor de matéria orgânica, juntamente com o efeito nas raízes das culturas e da cobertura, melhora principalmente a estrutura física do solo, o que aumenta a infiltração e o armazenamento de água, a disponibilidade de oxigênio e o crescimento das raízes”, diz Henrique. Tudo isso resulta em maior produtividade da soja e outras culturas associadas ao seu sistema de produção, particularmente em safras com ocorrência de estresse hídrico (falta ou excesso de chuva).

Pesquisas da Embrapa Soja destacam que 1% a mais de matéria orgânica do solo na camada de 0-20 centímetros pode representar 12 sacas por hectare a mais de produtividade da soja em anos secos. Um sistema de produção diversificado também reduz a população de algumas pragas e o inóculo de doenças causadas por fungos e nematoides.

“Para que esses benefícios sejam alcançados, a diversificação de culturas deve ser alicerçada em sistemas de rotação de culturas que incluam espécies vegetais com grande potencial de produção de fitomassa da parte aérea e raízes e que não sejam hospedeiras de pragas ou doenças com histórico de ocorrência na propriedade”, explica o pesquisador da Embrapa.

Essa inclusão pode ocorrer não somente pela alternância de espécies vegetais no verão e no inverno, mas também pela consorciação de culturas, a exemplo do milho mais forrageiras tropicais. Ou, ainda, pela utilização das janelas de cultivo, como o plantio de aveia preta no período entre a colheita do milho 2ª safra e a semeadura da safra de soja. Da mesma forma, essas espécies podem proporcionar renda extra ao produtor, como o milho no verão ou forrageiras para pastejo durante o outono-inverno.

Rentabilidade
Qualquer sistema de produção diversificada precisa proporcionar ao produtor vantagens no que se diz respeito à rentabilidade. O aumento dos lucros não ocorre apenas com a soja, mas também com todas as culturas que compõem o sistema de produção da propriedade.

Cristiano Palavro diz que trabalhar com um sistema diversificado de espécies potencializa todos os benefícios. “Quanto mais o produtor diversifica as culturas, maior será a rentabilidade dele, pois conseguirá manejar o planejamento financeiro com várias alternativas de ganhos.”

Contudo, se é vantajoso, por que os sistemas de produção de soja em todo o País são pouco diversificados? Segundo Henrique Debiasi, muitos produtores possuem visão de curto prazo, focada em análises e tomada de decisão por safra e por cultura, não levando em consideração todas as culturas envolvidas no sistema de produção e nas várias safras simultaneamente.

“Além disso, falta um parâmetro de comparação. Em geral, os sistemas de produção de soja são muito uniformes, não somente na propriedade, mas em toda a vizinhança, ou seja, na região. O produtor não consegue vislumbrar o que ele está deixando de ganhar em produtividade e rentabilidade por adotar um sistema de produção pouco diversificado”, frisa Henrique, pesquisador da Embrapa.

Fonte: O Popular

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