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Entraves para fazer o CAR

27/04/2015
A 10 dias do prazo final de adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), a situação é preocupante. No Brasil, quase 60% das propriedades ainda não estão inscritas no sistema. Em Goiás, o percentual chega a mais de 80%. Nos últimos dias, mesmo quem tenta regularizar a situação da sua fazenda não consegue: o site oficial do programa está quase sempre congestionado e lento.

O produtor rural Eduardo Veras, de 42 anos, está experimentando a dificuldade nesse momento. Há dias o técnico não consegue concluir o cadastro porque o site do CAR apresenta problemas técnicos. “Estou com medo de acabar o prazo e não conseguir finalizar meu cadastro”, diz. Quem está começando agora não consegue sequer baixar o programa oficial para o próprio computador.

A fazenda de Veras fica no município de Silvânia, onde outros colegas e vizinhos tropeçam na hora de tentar regularizar seus passivos ambientais, um dos principais objetivos do CAR. “Muitos não encontram nem técnicos para contratar e, quando encontram, eles também têm muitas dúvidas sobre o programa, isso torna todo o processo mais moroso.”

Engenheiro agrônomo por formação, o agricultor começou a se mexer para regularizar a situação de sua propriedade em meados de janeiro, após assistir a uma palestra sobre o tema. “Vi que precisaria de alguém com expertise porque o sistema é complicado e requer informações criteriosas”, lembra. Veras encontrou o profissional em Goiânia e negociou um preço que considera razoável pelo serviço.

A falta de capacitação e a discrepância entre os valores cobrados de fato são mais duas pedras no caminho do produtor interessado em cumprir o cada vez mais exíguo prazo do CAR. Para tentar amenizar o problema, a seção goiana do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Goiás), por exemplo, receberá a partir de segunda-feira, 27, três turmas de técnicos para serem treinados.

Eles passarão por cursos de 16 horas, distribuídas por dois dias de aulas. Em seguida, voltarão para os sindicatos rurais de origem no interior para tentar ajudar os filiados. “É quase impossível para o produtor comum fazer o CAR sozinho, até os técnicos que já passaram por alguma capacitação têm dúvidas”, confirma a consultora técnica do Senar para Meio Ambiente, Jordana Sara.

“Sentimos a demanda e montamos esses treinamentos, que são gratuitos; se o prazo for prorrogado, vamos abrir inscrições para outros técnicos, mesmo que não sejam ligados aos sindicatos rurais”, adianta ela, que defende a extensão do prazo: “Se não prorrogar, 4,4 milhões de propriedades rurais vão ficar irregulares e enfrentarão várias restrições, de financiamentos a compra e venda dos imóveis.”

Jordana conta ainda que os valores cobrados para preenchimento do CAR têm variado de R$ 200 a R$ 5 mil em Goiás. Para ela, um serviço bem feito deve ficar entre R$ 800 e R$ 1,2 mil. A consultora lembra que, pela lei, o poder público deveria oferecer uma estrutura de auxílio ao produtor que tem menos de quatro módulos fiscais (7 a 80 hectares). “Mas dá pra contar nos dedos quem fez isso ou está disposto a fazer”, critica.
 

Adesão ao car
Confira o percentual de áreas já cadastradas até 7 de abril 
 

Goiás  17,4%

Centro-Oeste 48,11%

Norte  66,06 %

Nordeste 11,77%

Sudeste 25,58%

Sul 8,38%

Brasil 40,15%

(Fonte: O Popular)


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