Notícias

Estados propem elevar etanol para 30% da gasolina

05/03/2015

Um dia após o governo federal anunciar o mistura do etanol na gasolina para 27%, governadores dos maiores Estados  produtores do setor sucroenergético se reuniram nesta quinta-feira (5), em Goiânia para defender proposta de aumento de 30% na composição do combustível, além de uma ação conjunta para promover diferenças regionais da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a fim de imprimir competitividade ao biocombustível. Na reunião, os governadores de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo apontaram as dificuldades do setor e criticaram as “medidas e anúncios improvisados” da União.

Os governadores elaboraram a Carta de Goiânia em Apoio ao Setor Sucroenergético, assinada por Geraldo Alckmin (São Paulo), Beto Richa (Paraná), Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul), Pedro Taques (Mato Grosso) e Marconi Perillo, além de um representante do governo de Alagoas.

Os líderes estiveram reunidos por mais de duas horas no Palácio Pedro Ludovico com o propósito de apoiar medidas coordenadas em seus Estados com objetivo de tirar o setor sucroenergético da pior crise dos últimos 30 anos. Das 380 usinas instaladas em todo o País, 87 empresas estão em processo de recuperação judicial e outras 60 foram fechadas nos últimos anos. Endividamento do setor por falta de políticas públicas perenes, perda de competitividade em relação à gasolina (subsidiada pelo governo federal nos últimos anos), linhas de crédito mais atrativas e até o clima contribuíram para o setor sucroalcooleiro afundasse.

De acordo com o documento, as políticas públicas foram sugeridas por estudos e demandas do Fórum Nacional Sucroenergético. “Agora temos de buscar parlamentares para termos apoio e conseguir ampliar essas políticas para os outros Estados que não estiveram presentes”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg), André Rocha, que esteve presente juntamente com outros representantes do setor.
Fontes
Segundo o governador Marconi Perillo, no momento em que o etanol se firmava como uma das fontes energéticas mais importantes do País, o governo federal reduziu drasticamente as políticas de apoio ao setor. “A fonte energética acabou ficando para trás por conta de uma priorização do pré-sal”, diz.

Em meio a pior crise hídrica da história, principal matriz energética do País, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi um dos maiores defensores para a criação de uma cláusula pétrea para definição do etanol na matriz energética do País.

A ideia é produzir bioeletricidade por meio da biomassa excedente da cana-de-açúcar. A energia além de limpa é considerada mais barata e com menor perda energética. “A meta é poder produzir bioeletricidade nos centros produtores. Por isso a importância de leilões específicos, chamados vocacionados, e e fazer a trasmissão da energia. Vamos salvar empresas, empregos e gerar energia para crescer com sustentabilidade”, diz Alckmin.

Demais medidas
Outras medidas sugeridas pelo documento assinado pelos governadores são a introdução do setor entre as prioridades de desoneração do emprego, incentivo aos programas e projetos de melhoria de eficiência dos motores flex, abertura de linhas de crédito para pesquisa e inovação do setor, além de linhas de crédito com juros equalizados e adequação de prazos ao perfil do ciclo produtivo.

Os governadores afirmaram que vão iniciar de forma conjunta mobilização de suas bancadas de parlamentares para ampliação dos debates em defesa deste setor, além de solicitar agendamento para que as políticas públicas sejam discutidas junto ao Governo Federal.

A base para as políticas públicas levantadas foram sugeridas por estudos e demandas do Fórum Nacional Sucroenergético. (Fonte: O Popular)

Galerias

Cooperativas

Use o campo abaixo para buscar cooperativas. Buscar

Boletins

Cadastre seu email e receba nossos boletins.
Compartilhar

Comentar

Deixe abaixo seu comentário:      

Email

Compartilhe este artigo por email: