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Faturamento das cooperativas goianas cresce 300% em dez anos

01/08/2022
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As cooperativas goianas tiveram no ano passado uma receita somada superior a R$ 21 bilhões. É um faturamento 301,7% maior que o registrado dez anos antes (em 2011), quando somou R$ 5,2 bilhões. Somente em 2021, as receitas das cooperativas goianas tiveram aumento de 47,6%, quando comparadas com as de 2020. Esses dados, que mostram o crescimento e a força econômica do cooperativismo em Goiás, foram levantados pelo Sistema OCB/GO e divulgados pelo Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2022, da OCB Nacional.

O modelo de negócio cooperativista tem atraído cada vez mais goianos. O número de cooperados saltou de 157,2 mil, para 382,7 mil, entre 2011 e 2021, um aumento de 143,4%, o que impacta diretamente mais de 1 milhão de pessoas em Goiás. Em relação a 2020, o crescimento no ano passado foi de 27,1%.

O número de cooperativas registradas no Sistema OCB/GO também indica um importante avanço do setor no Estado: saltou de 219 (2011), para 249 (2021), um crescimento de 13,7%. Em comparação com 2020, o aumento no ano passado foi de quase 6%.  

O crescimento do cooperativismo goiano tem forte impacto na geração de empregos e renda no Estado.  Em 2011, as cooperativas geravam 5,3 mil empregos diretos, em Goiás. No ano passado, eram 14,1 mil postos de trabalho, um aumento de 165%. Comparado com 2020, o aumento na geração de empregos no setor foi de 10%, quando a maioria dos setores enfrentava grande dificuldade de gerar novos postos de trabalho em Goiás, em função da crise econômica no País.

Os ramos agropecuário, transporte, saúde e crédito destacam-se como os responsáveis pelo maior número de vagas de emprego geradas, somando 13.579 postos de trabalho.

Novas cooperativas
O presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, destaca que o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2022 revela que os números de cooperados, empregados e o faturamento das cooperativas goianas cresceram proporcionalmente mais que o número de cooperativas, embora elas também tenham aumentado significativamente.

“Isso mostra que as cooperativas ganharam maior envergadura, sobretudo no faturamento, no número de cooperados e geração de empregos. Os destaques são para os ramos do agronegócio, devido à sua importância para a economia do Estado, e para o cooperativismo de crédito, que também acompanha esse setor da economia, além de experimentar um importante ganho de competitividade em relação às grandes instituições do sistema financeiro, por oferecer taxas e créditos mais atrativos”, afirma.

Luís Alberto também atribui o crescimento à profissionalização crescente do setor. “Gestores, cooperados e colaboradores entendem que o cooperativismo, mesmo sendo um modelo de negócio mais inclusivo e democrático, pois reparte os lucros com os cooperados, que são os donos das cooperativas, estão no mercado para competir e conquistar espaços”.  

A Cooperativa Mista dos Produtores Rurais do Vale do Paranaíba (Agrovale) é uma das muitas cooperativas goianas que experimenta forte crescimento nos últimos anos. O seu faturamento anual aumentou de R$ 79 milhões para R$ 150 milhões em dez anos, um salto de quase 90%. Os resultados positivos também se refletem no número de cooperados. “Em 2011 tínhamos cerca de 2.000 cooperados e hoje temos mais de 2.300. Esse movimento agora está mais intenso, neste ano já entraram mais de 200 cooperados”, afirma o presidente da Agrovale, Antônio Carlos Borges.

Ele avalia que o crescimento do cooperativismo em Goiás e no Brasil se deve a percepção das pessoas de que esse modelo de negócio cria oportunidades para solucionar diferentes tipos de problemas. Além disso, afirma que o agronegócio, setor em que a Agrovale está inserida, vem investindo muito em profissionalização, que gera crescimento, impulsionando também o cooperativismo de crédito. 

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