Notícias

Gois ser beneficiado com exportao de leite

10/07/2015
katia-abreu-russia-86191910.jpg


A abertura do mercado russo ao leite em pó brasileiro, anunciada na quarta-feira (8), é considerada “importante” pelo diretor executivo da Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos), Marcelo Costa Martins, e pelo presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner. A notícia só não é melhor, segundo eles, devido à cotação do produto no mercado externo.

A Viva Lácteos tem um representante na comitiva brasileira que visita a Rússia e já nutria a expectativa de que 11 novas plantas fossem habilitadas durante a atual missão. Martins conta que essa janela se abriu quando a União Europeia decidiu impor sanções econômicas à Rússia pela crise com a Ucrânia. Os russos, em resposta, decretaram um embargo aos produtos agrícolas do bloco europeu.

Outras 12 plantas brasileiras já haviam recebido sinal verde do governo russo no início do ano e estavam exportando queijo e manteiga em pequena quantidade. Agora, com a inclusão de 11 empresas no chamado “prelisting” (grupo que não precisa de fiscalização prévia, desde que comercialize produtos dentro das especificações determinadas pelo governo russo), ele acredita que a exportação de leite em pó pode abrir portas para vendas maiores de outros produtos lácteos.

Produção nacional
Martins explica que o Brasil produz cerca de 700 mil toneladas de leite em pó por ano. Como a demanda interna é alta, o País exporta uma pequena parte do total. Os três maiores compradores são Venezuela, Argélia e Cuba. Ele calcula que a médio prazo as empresas nacionais devem conseguir exportar 20 mil toneladas de leite em pó para a Rússia, o que colocaria o país em segundo lugar entre os principais compradores do produto brasileiro.

Segundo a Viva Lácteos, Goiás tem quatro indústrias habilitadas a exportar para o mercado russo até agora: DPA, Polenghi, Itambé e Piracanjuba. Para o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, o anúncio é “emblemático” e representa uma espécie de “selo de qualidade” para o produto estadual e nacional. “Goiás está bem tecnologicamente, precisamos ter um modelo sustentável e por isso estamos profissionalizando os produtores, queremos buscar a eficiência”, diz ele.

Para Schreiner, a notícia é particularmente importante nesse momento, devido ao momento delicado da economia e à retração no consumo interno. “Mesmo com a queda no preço do produto no mercado internacional, passamos a ter uma alternativa, é uma oportunidade para ampliar nossos relacionamentos comerciais.”

Fonte: O Popular

Galerias

Cooperativas

Use o campo abaixo para buscar cooperativas. Buscar

Boletins

Cadastre seu email e receba nossos boletins.
Compartilhar

Comentar

Deixe abaixo seu comentário:      

Email

Compartilhe este artigo por email: