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Inflao dispara em Goinia

08/01/2015

O aumento do preço dos alimentos que compõem o prato básico do goianiense foi o que mais contribuiu para que a inflação em Goiânia fechasse o ano em 8,42%, índice bem acima do registrado em 2013 (5,93%). De um ano para outro, o preço médio da carne subiu 23,33%, mas alguns cortes atingiram 33,64%.
Arroz, feijão e alguns legumes e verduras também são destaques na alta de preços. Já a energia elétrica registrou aumento de 17,28%. Segundo economistas, a expectativa é de que este ano a perda do poder de compra do goianiense seja ainda maior.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 8, pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB/Segplan). A inflação em Goiânia ficou muito acima do teto da meta do governo, 6,5%. Para se ter ideia, o índice inflacionário em São Paulo fechou em 5,2%.
Na prática, o consumidor mal vai sentir o gostinho da recomposição do salário mínimo deste mês. Isso porque o salário mínimo teve incremento de 8,8%, somente 0,38 pontos porcentuais acima da inflação acumulada do ano em Goiânia.
Mais uma vez, o grupo de alimentos foi o principal responsável por este impacto. Mas, ao contrário de 2013, quando sucessivos aumentos de preços do tomate viraram até motivo de piada nas redes sociais, desta vez a carne bovina é a principal vilã. Dos dez itens que tiveram maior variação acumulada anual, cinco são cortes de carne bovina.
AçouguesPara entender os preços cobrados nos açougues e supermercados é preciso observar o que ocorreu nos pastos: o mercado de boi gordo, longo período de preços baixos nos últimos anos, contrastando com aumento do custo de produção. A conta vermelha desestimulou pecuaristas a investir no gado de corte e, inclusive, a adotarem o abate de matrizes. O resultado é a diminuição da oferta.
De quebra, houve redução da oferta no mercado mundial de países produtores como Estados Unidos e Austrália, ampliando a presença da carne nacional no mercado externo, contribuindo para o aquecimento dos preços. “Com as melhorias sanitárias a tendência é que o volume de exportações aumente este ano”, diz a assessora técnica para área de pecuária de corte da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás (Faeg), Christiane Rossi. Isso sinaliza que os preços devem continuar aquecidos este ano.
Para fechar o quadro indigesto, o arroz registrou aumento anual de 20,39% e o feijão, 17,28%. No primeiro caso, houve estabilização da produção nacional de arroz, mas as exportações cresceram, sobretudo no primeiro semestre. Como as vendas do Rio Grande do Sul aumentaram em até 50%, valorizou o preço interno do grão.
ClimaTambém falta feijão no mercado. Depois da superprodução na safra anterior, produtores diminuíram o plantio em Goiás nesta safra. Além disso, outros fatores como a seca prolongada e a experiência do primeiro vazio sanitário para a cultura este ano em Goiás (proibição do plantio por dois meses para evitar a propagação da doença da mosca branca) fomentaram a quebra de safra. 
“Só há expectativa para colheita de feijão novo no final deste mês”, diz o analista de mercado da Faeg, Pedro Arantes.
O gerente de pesquisas sistemáticas e especiais do IMB/Segplan, Marcelo Eurico, explica que o clima também é responsável por boa parte da elevação mais forte dos preços das verduras e legumes este ano.A produção de hortaliças e verduras é vítima de chuvas constantes nos últimos meses depois de um período de seca. 
“A produção diminui e ainda perde qualidade”, afirma. Marcelo lembra que todos esses alimentos contribuem para o índice inflacionário.
Ele ressalta que os preços de alimentos em Goiânia, tradicionalmente, aumentam no primeiro e último trimestre do ano. Mas um fato curioso é que este ano houve mudança.
Os meses de setembro, novembro e dezembro tiveram aumento maior se comparado ao primeiro trimestre. Inclusive, conforme foi publicado no POPULAR, a inflação de novembro fechou em 1,19%, mais que o dobro do esperado pela equipe econômica de pesquisa do IMB/Segplan, de 0,5%.
Conforme foi apurado, além das chuvas, os produtos primários produzidos em Goiás abasteceram mercados como São Paulo e Minas Gerais, cujas produções sofreram com a estiagem. (Fonte: O Popular)


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