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Inovar é o futuro!

26/02/2020

Inaugurado em 1996, o ISAE – Instituto Superior de Administração e Economia do Mercosul busca sensibilizar e auxiliar o mercado, de forma inovadora e intersetorial, nas práticas responsáveis que gerem desenvolvimento social, empresário e econômico.

Acreditando em uma Educação transformadora, o ISAE promove a capacitação, desenvolvimento e atualização de executivos através de princípios difundidos globalmente, presentes em políticas e práticas implantadas pelas maiores e mais respeitadas organizações do mundo, a ONU, tendo como resultado a formação de profissionais éticos, social e ambientalmente responsáveis, capazes de liderar pessoas e organizações de forma sustentável.

Analisando o contexto mundial e com um universo cada vez mais conectado, percebemos que a inovação é, além de uma necessidade, o agora! Pensando nisso, a MundoCoop conversou com o Coordenador do Programa de Inovação para as Cooperativas em todo o Brasil na ISAE, Thiago Martins Diogo, para nos contar um pouco mais sobre esse tema!

Confira a entrevista na íntegra!

Muito se fala em inovação diretamente ligada à tecnologia, mas onde as pessoas se encaixam nisso? Afinal, o que é inovar?
As pessoas são o ponto central da capacidade de inovação de uma organização. A tecnologia é um meio pelo qual se pode agregar valor às inovações. Com isso, a dúvida, que é uma característica intrínseca humana, se difere das máquinas que, por sua vez, têm uma capacidade de processamento de informações muito maior que um ser humano. Entretanto, é preciso lembrar quem criou as máquinas e que o juízo de valor e a abrasividade, bem como outras questões que superam a dualidade de respostas, ainda não foram substituídos pelas máquinas. Isso é mais presente quando a abordagem é sobre a capacidade de criação. Embora alguns robôs comecem a responder a estímulos, a capacidade criativa, ponto fundamental para a resolução de problemas de forma inovadora, ainda é humana. As pessoas são fundamentais para que novos serviços, processos, estruturas organizacionais e até mesmo produtos sejam pensados para atender às necessidades comuns. Desta forma, a tecnologia é um meio que nós, cérebros pensantes utilizamos para chegar a uma solução. Afinal, inovar é a capacidade que se tem de introduzir no mercado um novo produto, processo, método ou modelo de negócio que ainda não existia ou que seja significativamente melhorado. É a capacidade de pensar de forma empática como melhorar a vida, e isso por ora é uma característica humana.

Como identificar a inovação dentro da própria organização?
Há diversos métodos que podemos utilizar para identificar a inovação dentro das organizações, lembrando que há modelos de negócios, exemplo startups, que já nascem com este DNA e portanto é mais fácil notar uma cultura diferenciada em relação às empresas mais tradicionais. De qualquer forma, para que possamos entender como a inovação está realmente disseminada dentro da organização e saber se há de fato uma gestão da inovação, utilizamos um instrumento de avaliação. Esse diagnóstico aponta, com base em dez fundamentos da capacidade de inovação, qual o grau de “maturidade” e quais fundamentos precisam ser melhor trabalhados para que se obtenha clareza em relação a condução de projetos, processos, ações, pesquisas, recursos e o desenvolvimento de pessoas com foco em inovação. Não basta ter uma parede com tinta de giz colorido, ou mesas e cadeiras descoladas, puffs ou uma cozinha compartilhada. É preciso verificar mais que isso. Além do que descrevi anteriormente, eu gosto de começar observando o comportamento das pessoas.

Qual é o papel dos programas de inovação? Como são planejados e quais os principais objetivos?
Os programas de inovação para o cooperativismo foram desenhados e estruturados para atender a uma demanda em relação à cultura de inovação, ou seja, como desafiar o estado em que as coisas estão para pensar e agir de uma forma diferente, como introduzir a cultura de inovação dentro de organizações tradicionais e que possuem uma diversidade cultural e geracional muito grande. O papel do programa é transformar a parcialidade de genialidade que cada pessoa possui e transformar isso em genialidade coletiva, ou seja, capacitar agentes de ideação e agente de transformação para que estes, com o conhecimento conceitual equalizado e com diferentes ferramentas de inovação, possam trabalhar em ações, processos e projetos de inovação que viabilizam o conhecimento em práticas e soluções inovadoras. Há ainda dentro dos Programas de Inovação para o Cooperativismo, programas específicos desenhados por cada uma das cooperativas e que têm um arranjo sugerido por nós, que sistematiza e organiza todas as ações e projetos de inovação da cooperativa, de modo que haja, mais do que uma visão sistêmica, um envolvimento sistêmico de diversas áreas da cooperativa, fazendo com que a disseminação da cultura seja permeada por toda a cooperativa. Esse é um conceito novo, criado dentro do programa de inovação por um dos nossos professores.

Por que é importante que haja uma transformação cultural na cooperativa? Por onde começar?
O cooperativismo por si só é um conceito inovador. Entretanto, as cooperativas, por características próprias, possuem ambientes mais tradicionais e lineares. Com base em estudos de tendências e megatendências, observamos que com a velocidade em que as informações são compartilhadas e invenções São realizadas, até mesmo modelos de negócios que foram criados para dar certo no século passado, têm uma forte chance de sofrer fortemente ou até mesmo findar, caso não inovem. Com o aumento de tecnologia e com a era do compartilhamento, as cooperativas, inclusive as que já desenvolvem ações voltadas à inovação e que possuem  projetos de inovação, precisam criar e fomentar ambientes mais favoráveis à disseminação de práticas de inovação, mais tolerância ao erro da experimentação e cada vez mais a participação de mais pessoas em ecossistemas de inovação e a intercooperação que potencialize seus princípios e práticas junto ao mercado. Em outra entrevista dada a MundoCoop, falei sobre a difusão do conhecimento como estratégia propulsora da inovação. É preciso capacitar, organizar, sistematizar e ter agentes de inovação dentro das cooperativas. Entretanto, tudo começa com a liderança. Líderes precisam ser capacitados para que se tornem facilitadores e apoiadores da inovação dentro das organizações. Nem mesmo a mais poderosa ferramenta ou o último software com a tecnologia mais robusta irá resolver os dilemas da inovação se não tivermos líderes capacitados a liderar pessoas em ambientes inovadores. A mudança inicial é pelo modelo mental e pelas atitudes.

O mundo está em constante evolução e o conhecimento se torna cada vez mais necessário. Como é possível acompanhar essas evoluções? Como o Brasil se encaixa nessa questão?  
Não é possível ter todo o conhecimento do mundo. Somos uma esponja que absorve apenas parte do conhecimento e não todo ele. Ainda não somos seres oniscientes e, de certa forma, buscamos meios de cada vez saber mais. Com tanta informação e com tanto conhecimento sendo difundido, é preciso acompanhar aquilo que neste momento faz sentido pra você, para seu negócio, ou seja, o foco ainda é fundamental. Onde se coloca foco se obtém resultados! Acompanhar a evolução é um processo natural, alguns se adaptam mais outros nem tanto e alguns nem fazem questão. O importante é ter a “cabeça aberta” para a experimentação, observar, ampliar sua rede de contatos, associar o que antes parecia ser contrário e questionar. Boas perguntas geram respostas melhores ainda! O Brasil é rico em sua miscigenação, temos culturas riquíssimas e diversidade que nos proporciona trabalhar com pessoas que possuem skills diferentes umas das outras.  Há complementaridade e isso é um fator fundamental para evolução, como tornar mais importante o coletivo do que as selfie skills. 

Qual o maior erro na hora de buscar inovações externamente? Como as cooperativas e organizações podem verdadeiramente aplicar, na prática, o que absorvem?
O maior erro é buscar a tecnologia sem ter a um processo organizado, sistemático e contínuo. É fundamental saber por que é necessário tal aparato tecnológico e ferramenta e qual será sua aplicação. Desenhar isso antes facilitará em muito o processo de desenvolvimento de novas soluções. Muitas organizações podem cair no erro de querer apenas se tornar inovadoras fazendo rearranjos na estrutura física e pintando algumas paredes, o que de certa forma contribui e muito para a criação de ambientes estimulantes à criatividade. Agora, é fundamental que além de pincéis atômicos e giz de quadro branco, tenhamos em nossas mãos instrumentos capazes de medir a capacidade atual, bem como um box de ferramentas que proporcione a arquitetura de soluções inovadoras com ou sem tecnologia embarcada.

O cooperativismo tem sido cada vez mais evidenciado como uma tendência necessária. O movimento pode ser considerado uma inovação?
Sem dúvida. O cooperativismo tem se destacado em função de seus princípios e dos resultados que apresenta. Cada vez mais vemos um avanço em relação à intercooperação, que dentro do tema inovação aberta tem muita aderência e correlação. O cooperativismo aflora com a união de pessoas ou grupos a fim de um objetivo comum, o que é exatamente necessário para que se promova a interação necessária para o fomento à cultura de inovação.

O que esperar do Programa de Inovação?
O programa de inovação para o cooperativismo é fruto de um trabalho construído a várias mãos.Tivemos o cuidado de validar os conteúdos, ferramentas e entregas de forma que o resultado seja transformar os ambientes e as pessoas e que isso transborde para uma cultura de inovação. Nosso objetivo é fortalecer as competências das pessoas. Primeiramente nós identificamos os agentes de ideação e de transformação por meio de uma ferramenta de gamificação. Após o mapeamento, desenvolvemos e potencializamos as competências técnicas e comportamentais destes agentes. Isso é realizado com base na arquitetura das atividades e entregas desenhadas com o auxílios dos professores que nos ajudam a pensar em cada material, ferramenta e output planejado para subsidiar o aprendizado e a implementação de técnicas e metodologias inovadoras. Além disso, o programa fomenta o trabalho colaborativo entre pessoas com diferentes culturas, de diferentes áreas de atuação e diferentes gerações. Tudo isso para promover uma compreensão sistêmica da gestão de inovação e a criação de um programa específico para cada cooperativa, gerando soluções inteligentes e gerenciando pessoas e projetos em ambientes criativos. Formando os autênticos Agentes de Inovação.

Por Jady Mathias Peroni – Redação MundoCoop


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