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Maternar + Cooperar = Amar

26/05/2022
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A maternidade está direta e intimamente ligada ao princípio da cooperação. E foi com esse olhar que a prefeita de Bela Vista de Goiás, Nárcia Kelly, inspirou-se para escrever um artigo exclusivo para o Goiás Cooperativo, para fechar o mês de maio, já consolidado como mês das mães. A partir da junção desses temas, a prefeita discorre sobre suas sólidas experiências com o cooperativismo, que ela vivenciou ativamente na região do Cará - onde foi constituída a cooperativa Cooperabs, da qual foi presidente -, e com a mãe Suely, que Nárcia destaca como seu maior exemplo de vida e de altruísmo. Confira o artigo, na íntegra. 



Maternar + Cooperar = Amar

Nárcia Kelly*

Em uma busca rápida no dicionário, a palavra cooperar está associada à entrega ao próximo: “contribuir com trabalho, esforços, auxílio, colaborar com outrem”. Quando falamos da experiência humana, os cuidados da mãe são, para a maioria das pessoas, o primeiro contato com a doação ao outro. A entrega já começa na gravidez, com mudanças em todo o corpo para comportar um novo ser. A mãe compartilha o espaço, o calor, os nutrientes. Depois, vem mais: as noites em claro, a amamentação, a mudança de toda a rotina, hábitos e prioridades… viver a maternidade é abandonar completamente o individualismo.

Dentro da mesma perspectiva, o cooperativismo é uma forma de organização social totalmente oposta ao individualismo. Em uma cooperativa, as decisões são tomadas por meio de assembleia, onde todos os cooperados, independentemente do seu poder econômico, da idade ou do gênero, têm direito a um voto com o mesmo peso nas tomadas de decisão. É um ambiente que estimula a igualdade e a união entre as pessoas, que se tornam mais fortes para alcançar seus objetivos comuns. 

Tive o privilégio de viver, da melhor maneira possível, essas duas situações. Tive uma mãe extremamente amorosa, caridosa e dedicada não só à nossa família, mas a todos ao seu redor. Dona Suely foi muito mais que uma mãe: foi minha melhor amiga, minha maior incentivadora, minha inspiração como mulher. Foi com ela que aprendi que estamos nesse mundo para servir, e não ser servidos, e que fazer o bem para as pessoas ao nosso redor nos traz alegria pura e plena. Também tive a grata experiência de ter crescido em um berço cooperativista e ter sido a primeira presidente da COOPERABS, a Cooperativa dos Pequenos Produtores de Polvilho e Derivados da Mandioca da Região do Cará. Vi essa cooperativa transformar a vida da minha comunidade, elevar nossa qualidade de vida e proporcionar oportunidades para todos nós. Minha mãe, até seu falecimento, foi cooperada e, assim como ela, vi muitas mulheres se empoderarem e encontrarem sua missão de vida no cooperativismo. 

Segundo levantamento realizado em 2020 pela Consultoria IDados, com base nos números do IBGE, quase metade das famílias brasileiras têm mulheres como as principais responsáveis financeiras por seus lares. O cooperativismo é uma das formas como muitas mulheres podem incrementar sua renda, alcançar independência e empoderamento, mesmo que tenham passado grande parte da vida afastadas do mercado de trabalho formal. Apesar disso, segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro de 2021, dos mais de 17 milhões de cooperados no País, 40% são mulheres, mas com participação ainda muito baixa em determinados segmentos, como o agro, que é de 15%. Em se tratando de cargos de liderança, somente 17% das mulheres ocupam cargos de presidência ou vice-presidência. Como atrair mais mulheres para as cooperativas e incentivar que participem em cargos de liderança?

 Cada um de nós pode colaborar! Há mais de uma década, venho me dedicando, por meio formações na área de cooperativismo e liderança, ministrando palestras por todo o Estado, falando sobre esse assunto nas redes sociais, trazendo os princípios cooperativistas para dentro da gestão pública, informando as mulheres sobre a existência do modelo de negócio cooperativista e a importância de cooperar. Precisamos nos ver e saber que podemos ocupar esses lugares. E este é um ciclo: quanto mais informadas e conscientes sobre suas possibilidades, mais mulheres passam a ocupar estes espaços e, dessa forma, incentivam outras mulheres a ocuparem esses espaços também. Meu sonho é que muitas “Donas Suely” se encontrem no cooperativismo, atinjam seu máximo potencial e melhorem as vidas de suas famílias e seu entorno. Que sigamos com trabalho, luta e fé em busca de uma sociedade cada dia mais justa e igualitária! 

*Nárcia Kelly é prefeita de Bela Vista de Goiás, cooperativista e ex-presidente da Cooperabs, Cooperativa dos Pequenos Produtores de Polvilho e Derivados da Mandioca da Região do Cará

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