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Produtor est mais atento declarao do CAR

26/06/2015
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Em maio, os produtores goianos declararam quase 2,2 milhões de hectares de terras ao Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR). Os novos imóveis inscritos elevaram o percentual da área cadastrada no Estado de 28,14% para 36,53%. Os números divulgados pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) indicam que, se o ritmo mensal se mantiver, Goiás pode atingir os 100% da área cadastrada em oito meses.

O prazo inicial era o último dia 5 de maio, mas devido à baixa adesão em várias regiões do País até a data, foi prorrogado por um ano. Em 30 de março, Goiás tinha 7,3 milhões de hectares e 25,7 mil propriedades no sistema. Um mês depois, os números chegaram a 9,5 milhões de hectares e 34,7 mil propriedades. A área cadastrável total do Estado é de 26,1 milhões de hectares.

“O produtor está mais consciente e atento após a prorrogação”, diz o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Leonardo Reis. “Tenho conversado com colegas e eles despertaram: não deve haver nova prorrogação, então se perder o próximo prazo vai ficar com restrição para obter financiamento”, relata.

Reis critica, no entanto, a indefinição relacionada ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), ao qual o produtor deve aderir quando reconhece a existência de um passivo ambiental. Ele tem a opção de fazer isso ao final do preenchimento do CAR. “Esperamos que o governo aja o mais rapido possível e coloque esse instrumento à disposição do produtor para trazer mais segurança”, afirma. A implantação do PRA é uma atribuição dos Estados e do Distrito Federal.

Capacitação
Desde o anúncio da prorrogação do prazo, a Faeg e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) intensificaram os cursos para capacitar produtores e técnicos no preenchimento do CAR. Cerca de 125 profissionais já passaram pelos treinamentos. Uma nova turma está confirmada e outras duas, previstas. Cada programa de treinamento dura dois dias.

A assessoria de comunicação da Faeg informa que, embora não seja obrigatório, é desejável que o técnico ou produtor interessado em fazer o curso tenha noções de georreferenciamento - considerado o ponto mais complexo do preenchimento do CARl.

Segundo o diretor do SFB, responsável pelo acompanhamento do CAR, Raimundo Deusdará Filho, todas as declarações registradas passarão por análise técnica dos Estados e Distrito Federal. Um módulo eletrônico será disponibilizado para isso. O instrumento já está disponível no Mato Grosso, uma das unidades federativas mais adiantadas no processo de cadastramento de áreas rurais, com 70%.

Fonte: O Popular

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