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Sistema OCB debate alternativas para financiamentos

15/06/2016

Títulos de agronegócio, como as LCAs (Letra de Crédito do Agronegócio), CDCA (Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio) e CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), como alternativas de financiamentos para as cooperativas de produção. Estes são temas do workshop promovido pelo Sistema OCB, na tarde desta quarta-feira (15/6), em Curitiba. Realizado no auditório do Sistema Ocepar, o evento reuniu 72 participantes, representantes de cooperativas de diversos estados, de OCEs, de instituições financeiras e do poder público. 


Ao abrir o evento, a gerente geral do Sistema OCB, Tânia Zanella, lembrou que o governo federal vem sinalizando uma redução na oferta de recursos para financiamento agrícola. “A ideia, portanto, é se precaver, motivo pelo qual decidimos reunir as cooperativas para que, juntos, a gente pense e estruture uma proposta focada na busca por outras fontes de recursos. As cooperativas de produção respondem por uma fatia importante dentro do agronegócio e, mesmo tendo total legitimidade no acesso ao crédito rural oficial, é importante que tenham outras alternativas para financiar seus projetos”, disse. 

“Temos que olhar para frente. Os cenários estão mudando muito, o governo vem encarecendo o custo do crédito rural e diminuindo o aporte em algumas linhas”, completou o superintendente do Sistema Ocepar, Robson Mafiolleti. Ele lembrou que oferta de recursos para financiamento foi, inclusive, uma das fragilidades apontadas pelas cooperativas do Paraná no planejamento estratégico do setor, o PRC 100, trabalho que está em processo de construção e que tem como meta dobrar o faturamento das cooperativas do estado nos próximos anos. “Para atingir esse objetivo, será preciso investir, portanto, é importante termos outras alternativas, além do crédito oficial”, frisou.

Painéis

Para explicar o funcionamento dos títulos de agronegócio, o Sistema OCB trouxe para o evento o professor Renato Buranello, diretor do Idea e sócio do Demarest Advogados e membro da Câmara de Créditos e Comercialização do Ministério da Agricultura. “Minha função é, de certa forma, complexa”, comentou Buranello, ao lembrar que já não é mais possível chamar de “novos títulos”, porque a Lei 11.076, que criou essa modalidade de financiamento privado, foi editada em 2004.

“E se consideramos a Lei 8.929/94, que criou a Cédula do Produtor Rural (CPR), temos um período de mais de 20 anos, e ainda hoje, poucos entendem o funcionamento desses títulos. Por este motivo, minha missão é fazer com que todos aqui entendam essa sopa de letrinhas, ou seja, explicar a sistemática de funcionamento de cada um dos papeis”, afirmou. Depois da explicação de Brunello sobre a evolução da regulação do crédito rural no Brasil e também dos títulos de financiamento do agronegócio, participaram desse painel, fazendo suas considerações sobre o tema o gerente executivo da Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil, Gunther Knalc, e o superintendente Comercial no Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Luciano Ribeiro Machado.

Estruturação

O segundo painel do workshop discutiu a estruturação de operações com títulos do agronegócio, como o CDCA e o CRA, envolvendo negociação, análise de risco, auditoria, emissão, distribuição, entre outros itens. Participaram deste painel Renato Barros, diretor de operações da Gaia Agro, e Rogério Haddad, diretor executivo do Consórcio Cooperativo Agropecuário Brasileiro (CCAB). Para encerrar o evento, foi realizado um debate sobre os desafios regulatórios e de mercado para maior circulação e investimento nos novos instrumentos.

Fonte: Sistema Ocepar

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