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Sistema OCB divulga resultado do diagnstico do Ramo Mineral

19/04/2016
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Mais 60% das cooperativas minerais do País atuam em regime de Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), sendo que 67% deste total compõem o segmento de extração e, 21% trabalham com foco no ouro como matéria-prima. Além disso, a maior parte destas cooperativas (64%) trabalha a céu aberto. Os dados fazem parte do Diagnóstico do Ramo Mineral, processo iniciado em junho do ano passado e que acaba de ser divulgado pelo Sistema OCB.

Diante destes e de uma série de outros números, a Organização das Cooperativas Brasileiras terá, como uma de suas prioridades para o Ramo Mineral, a ampliação do escopo da PLG. O objetivo é possibilitar que as cooperativas explorem também o rejeito, ou seja, toda a matéria envolvida no processo de extração e que não passa por um sistema de aproveitamento dos resíduos minerais ainda presentes.

Outra prioridade será buscar linhas de financiamento que possibilitem a compra de maquinário e equipamentos a serem utilizados na atividade minerária. O assunto também foi um dos itens apontados por 70% das cooperativas minerais como pontos de melhoria e desenvolvimento para o setor.

Mais de 20% delas argumentam que o principal problema que gera esta ocorrência é a exigência de garantias; além disso, há inexistência de linhas de crédito específicas para a mineração e as que podem ser acessadas possuem taxas de juros elevadas, o que dificulta as operações com instituições financeiras.

“Com base neste raio-X, o movimento cooperativista terá condições de direcionar seus esforços para atuar no processo de representação político-institucional do Ramo Mineral, um setor tão promissor e com um enorme potencial de expansão. Nosso objetivo é conquistar um ambiente cada dia mais favorável ao desenvolvimento da mineração brasileira, em especial, é claro, das cooperativas, com destaque ainda para as pequenas, que têm ganhado espaço com a prática da cooperação”, argumenta o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. 

Este diagnóstico contou com participação de dez unidades estaduais. 

Objetivos
Conhecer as cooperativas do setor mineral, suas dificuldades para o crescimento e as oportunidades para fortalecimento são os principais objetivos deste diagnóstico. Dessa forma, será possível ampliar a participação das cooperativas de mineração junto à agenda de decisões dos governos, não somente com números que embasem o fomento de políticas públicas específicas ao setor, mas, também, a partir de uma melhor compreensão sobre os principais desafios de tais cooperativas.

Além disso, o estudo busca subsidiar o desenvolvimento dos futuros planos de ação do Conselho Consultivo do Ramo Mineral, que priorizará as demandas mapeadas, fortalecendo sua participação no cenário econômico da mineração do país.

“A ideia é que esses dados nos auxiliem nesse trabalho de representação, assim como na atuação de parlamentares, integrantes do governo e de instituições parceiras, ressaltando a relevância do Ramo Mineral tanto para seus cooperados quanto para as comunidades onde suas cooperativas estão presentes. Estamos certos de que o fortalecimento do setor contribuirá, consequentemente, para a disseminação dos seus benefícios, resultando em mais oportunidades para um número maior de pessoas”, avalia o presidente Márcio Freitas.

Números do segmento
Considerando as informações estatísticas da OCB, referentes a 31 de dezembro de 2014, o Ramo Mineral está representado por 80 cooperativas e, aproximadamente, 74 mil cooperados. O segmento também gera 239 empregos diretos. Do diagnóstico, participaram 32 cooperativas. É importante ressaltar que as cooperativas de mineração abrangem todas as riquezas extraídas do solo, das minas e dos leitos dos rios, inseridas em um segmento da economia pujante e merecedora de toda a atenção, já que trabalha para o desenvolvimento do país.

Principais destaques sobre o diagnóstico: 
- 75% dos cooperados têm entre 27 e 55 anos.
- 58% possuem o Ensino Fundamental completo.
- 42% cursam o Ensino Médio.
- Os maiores desafios internos apontados são: fidelização dos cooperados e gestão administrativo-financeira.
- No âmbito externo, a dificuldade está na sensibilização das instituições reguladoras e fiscalizadoras.
- 70% das cooperativas não acessam as linhas de crédito.
- 88% das cooperativas informaram possuir uma assessoria especializada no que se refere as questões tributárias.
- 50% ou mais já desenvolvem projetos voltados para ações sociais e recuperação ambiental.
- 35% estão desenvolvendo projetos visando o desenvolvimento de nova atividade econômica após a exaustão da mina.

Acesse a íntegra do diagnóstico, clicando aqui.


Fonte: Brasil Cooperativo

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