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Tarifa de energia sobe 5% em setembro

06/08/2015
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O consumidor, que já vem sentindo no bolso os reflexos do tarifaço da conta de energia - que já chega em 44,16% em Goiás no ano -, vai amargar um novo aumento de 5% a partir do dia 12 de setembro. Trata-se da data-base da Celg Distribuidora (Celg D) para a correção do preço do quilowatt/hora (kWh) fornecido aos seus clientes.

Na prática, o tarifaço irá somar 49,16%. Os consumidores que possuem fatura com data de vencimento após o dia 12 de setembro já pagará o aumento. E, em outubro, o reajuste será repassado para todos os goianos. Uma pessoa que paga por mês R$ 160 na conta de luz, por exemplo, passará a pagar R$ 168, se o consumo for o mesmo. Além disso, a tarifa vermelha deve ser mantida até o final do ano (leia texto ao lado).

O tarifaço aplicado até o momento diz respeito à elevação de bandeiras tarifárias, aumento no custo da geração de energia no País e revisão tarifária. Faltando então a revisão anual, que já era prevista para o próximo mês. O porcentual de 5%, previsto pela Celg D, pode sofrer alteração para mais ou para menos, visto que a empresa ainda não concluiu os cálculos complementares.

De acordo com o diretor de regulação da Celg D e vice-presidente da Celg Par, Elie Chidiac, o índice de reajuste da energia é calculado pela reposição da inflação dos 12 meses anteriores e dos custos não gerenciáveis da empresa (despesas com geradores e transmissores de energia elétrica). O valor definido para o kWh nesta data vale durante um ano, ou seja, até 12 de setembro de 2016.

“A solicitação de reajuste será confirmada ainda pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que avaliará o aumento de acordo com os cálculos do balanço anual, avaliando a modicidade tarifária para a população e o equilíbrio financeiro da concessionária”, explica Elie.

Reunião
Segundo a Aneel, a movimentação tarifária da Celg, que entrará em vigor em 12 de setembro, deverá ser aprovada em reunião de diretoria do dia 08 do mês que vem. A Agência explica que o reajuste tarifário é o mecanismo utilizado para restabelecer o poder de compra da receita obtida por meio das tarifas praticadas pela concessionária.

“Ao calcular o reajuste, a Agência considera a variação de custos que a empresa teve no ano. O cálculo inclui custos da atividade de distribuição, sobre os quais incide o IGP-M, e outros custos que não acompanham necessariamente o índice inflacionário, como energia comprada, encargos de transmissão e encargos setoriais.”

Diante de tantos aumentos, os consumidores têm economizado e optado por estender o pagamento da conta até o último momento, com o risco de o serviço ser cortado. A consequência é de um aumento de R$ 39 milhões no registro de inadimplência da Celg D no último ano, que também engloba o recebimento de contas em atraso.

Fonte: O Popular

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