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Tecnologia ajuda produtor a superar adversidades climticas

30/03/2015

Grande preocupação dos produtores brasileiros na atualidade, a seca será tema de amplo debate durante a Tecnoshow Comigo 2015, programada para ocorrer entre os dias 13 e 17 de abril, no Centro Tecnológico da Comigo (CTC), em Rio Verde (GO). PhD em engenharia genética, o agrônomo Alexandre Nepomuceno ministrará a palestra “Estratégias para aumento da tolerância à seca em plantas” no dia 14 de abril, às 14 horas, no Auditório 1.

Pesquisador da Embrapa Soja (PR), Nepomuceno afirma que a tecnologia pode ajudar o homem do campo a produzir mesmo em condições climáticas adversas. No final do ano passado, por exemplo, as chuvas atrasaram no Centro-Oeste, Sul e Sudeste, o que afetou o início do plantio da soja. “Quero apresentar ao público as ferramentas que a engenharia genética disponibiliza para ajudá-lo na produção; mostrar que as grandes empresas e instituições de pesquisa ao redor do mundo estão investindo pesado em biotecnologia.”

A Embrapa está testando genes para aumentar tolerância à seca em milho, soja, algodão e cana-de-açúcar. No entanto, segundo o pesquisador, ainda não existe prazo para que essas plantas possam ter uso comercial no Brasil.

“Existem genes com respostas muito boas, mas ainda dependemos de mais pesquisas, investimento e maior número de pessoas envolvidas. Estamos fazendo uma parte inicial, que mostrou que um dos genes que estamos testando funciona muito bem, mas colocá-lo em outras variedades de soja adaptadas a todas as regiões do Brasil e fazer a desregulamentação é bastante complexo.”

No entanto, a Monsanto conseguiu a liberação, nos Estados Unidos, de uma planta transgênica de milho tolerante à seca. A empresa colocou o gene de uma bactéria no milho, o que aumentou a defesa da célula quando a mesma perde água. 

O produto está sendo comercializado desde 2013, mas ainda não existe previsão para entrada no Brasil. Esta tecnologia é uma das originadas de uma parceria da Monsanto com a Basf, na qual foram investidos, em cinco anos, 1,2 bilhão de dólares em pesquisa básica.

Nepomuceno alerta que não só os EUA estão investindo pesado nas Plantas Geneticamente Modificadas (PGM), mas também a China e o Japão. “Esses países estão inovando em biotecnologia, enquanto, no Brasil, a discussão não avança. Não podemos abrir mão, pois mais de 40% dos empregos no Brasil estão ligados direta ou indiretamente ao agronegócio. Sem falar que aproximadamente 90% da soja do mundo já são transgênicas.”

Por fim, Nepomuceno explica que é importante formar massa crítica no Brasil para debater e avançar a biotecnologia em alto nível, além de treinar adequadamente os jovens pesquisadores e cientistas para trabalharem com biotecnologia. 

“Não podemos ir contra a biotecnologia no agronegócio, pois é estratégica para nosso País. Grandes empresas e instituições de pesquisa no mundo todo estão procurando estratégias genéticas para ajudar na solução de problemas e/ou agregar valor no agronegócio. Na medicina e na indústria, a biotecnologia já está no nosso dia a dia desde a década de 70, agora é a hora do campo. São mudanças que vão impactar, para melhor, a vida de milhões de pessoas no futuro.” (Fonte: Assessoria de Imprensa da Comigo)



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