
Temas estratégicos foram selecionados para a edição de junho do Webinar Centro Brasileira, promovido pela Unimed Federação Centro Brasileira, na manhã do dia 25 de junho, em apresentações on-line.
O primeiro assunto foi a saúde mental dos trabalhadores, especificamente as diretrizes da NR-01, que ampliaram o olhar dos gestores para o bem-estar psíquico de suas equipes e os cuidados com os riscos psicossociais.
O gerente Administrativo da federada Unimed Goiânia, Marcos Moura, contou o que está sendo implementado na operadora a respeito da nova norma. “Quando proporcionamos ao colaborador um ambiente saudável, isso se transforma em energia e resultados”, destacou, lembrando que absenteísmo, saída de funcionários e burnout são alguns dos impactos negativos quando o cuidado não é oferecido.
Para avaliar seu cenário interno, a Unimed Goiânia realizou uma avaliação com quase 900 colaboradores, por meio do médico do trabalho. O perfil epidemiológico traçado gerou um “retrato” da saúde mental da equipe e indicadores de alerta de adoecimento.
“Também foi possível identificar quem tinha histórico pregresso de depressão, quem estava em tratamento e quem precisava de maior suporte, para direcionar a uma consulta psiquiátrica”, afirmou.
“Hoje, conseguimos mensurar os principais fatores que fazem os colaboradores entregar atestados médicos e, com isso, podemos criar ações direcionadas a essas questões”. Ele incentivou ainda a mobilização em torno do assunto. “Faça algo, seja no Excel ou no Word, quando não há estrutura, mas o importante é agir”.
A advogada Trabalhista da Federação, Carla Zannini, complementou o debate mostrando os marcos legais que envolvem a saúde do trabalhador, incluindo as obrigações do empregador. “Há o dever empregatício, que é de orientar o funcionário (a respeito das condutas que levam a um ambiente saudável) e penalizar em caso de descumprimento”. Ela exemplificou com o combate a casos de assédio moral e sexual, que precisa ter o empenho de todos. “O gestor do ambiente de trabalho deve ser acolhedor. Somos agentes de transformação e, se não acolhermos nossas equipes, não adianta realizar ações, porque elas não irão funcionar”, alertou.
O que fazer em caso de incidente de privacidade?
“Temos um ambiente de trabalho que cada vez mais se acelera. Também temos um ambiente regulatório que se adapta. No entanto, não podemos olhar isso apenas como uma obrigação, mas como uma oportunidade de melhoria”. Foi assim que João Gonçalves, especialista em Direito Público e Gestão em Saúde, iniciou sua apresentação sobre a prevenção de riscos de vazamento de dados.
Segundo ele, é preciso usar as formas de proteção e até mesmo as respostas aos incidentes como diferenciais de governança. Isso é ainda mais importante na área da saúde, que trata de dados sensíveis e de grandes volumes, como informações de diagnósticos e tratamentos.
O necessário é olhar para a dupla regulação, com as normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Porém, não são apenas os membros de TI e segurança de dados que têm a responsabilidade de proteger as informações. João Gonçalves destacou que todos na empresa precisam estar atentos às medidas de proteção.
“Ainda temos cenários meramente reativos, que olham apenas para a regulação. Temos também aqueles conscientes, que ainda não possuem processos rodando. Precisamos atingir o estratégico, em que qualquer incidente alimente a melhoria contínua. Para cada resposta, surgirá uma conduta. Por exemplo, com o aumento de spams, são realizados mais treinamentos nas equipes, com oportunidades de aperfeiçoamento nos times”, resumiu ele. “Cultura vale mais do que qualquer ferramenta”.
Como atrair e manter cooperados?
Para finalizar a manhã de aprendizado, o Webinar Centro Brasileira abordou o ambiente institucional oferecido ao médico cooperado, por meio do case da federada Unimed Rio Verde.
Michelle Raffs, coordenadora de Relacionamento com o Cooperado da Singular, relatou como foi o processo de reestruturação, diagnóstico e adesão ao Programa Nacional de Gestão e Relacionamento com Cooperados. A jornada, segundo ela, sempre foi focada na geração de valor, o que vai além das finanças. “Enxergamos que ele (o médico cooperado) é um parceiro primordial e estratégico da nossa cooperativa”. O primeiro passo, portanto, foi apresentar o que é a Unimed, com visitas presenciais e escuta atenta, a fim de criar um “laço” e solucionar as mais diversas dúvidas dos médicos.
Também não ficou de fora a parte prática, com a criação de indicadores para mensurar as condutas e renovação de benefícios. Foram criados, por exemplo, o Programa de Valorização das Secretárias, Programa de Remuneração Variável e/ou por Performance e o Programa de Linha Sucessória. Além disso, cada médico recebe um analista, que irá ajudá-lo no que precisar com um canal direto. “Quem não quer se sentir especial? Na Unimed Rio Verde, queremos cuidar de quem cuida de nós. Todos na cooperativa devemos enxergar quem é o cooperado para nós”, definiu.
