O cooperativismo de Aparecida de Goiânia passa a contar com uma representatividade institucional mais sólida no Legislativo municipal. Após aprovação e promulgação, está em vigor o Projeto de Resolução nº 003/2026, que altera o Regimento Interno da Câmara de Vereadores para incluir oficialmente o setor nas atribuições de uma comissão permanente. A medida, de autoria da vereadora Camila Rosa, moderniza a estrutura de debate da Casa e coloca o modelo de negócios cooperativista na agenda oficial do parlamento aparecidense.

Na prática, a antiga Comissão de Indústria, Comércio e Defesa do Consumidor foi renomeada e ampliada. O colegiado agora atende pela designação de Comissão de Indústria, Comércio, Cooperativismo e Defesa do Consumidor. Mais do que uma mudança de nomenclatura, a resolução amplia o escopo de trabalho do grupo. O texto também incentiva a formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento das cooperativas e do empreendedorismo coletivo na cidade.

Agora, com a alteração já incorporada ao funcionamento da Câmara, a expectativa é de que o Legislativo municipal consiga acompanhar de forma mais próxima e técnica as demandas do setor. A nova comissão se torna um canal oficial para estimular debates, receber reivindicações e articular projetos que beneficiem diretamente as cooperativas de Aparecida de Goiânia.

Crédito: Marcelo Silva

Na justificativa da proposta, a vereadora Camila Rosa destacou a consolidação do cooperativismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda e inclusão produtiva. O documento menciona a relevância das cooperativas em ramos estratégicos para a economia local, como agricultura, transporte, reciclagem, crédito e prestação de serviços.

Reconhecimento

A inclusão do cooperativismo nas competências oficiais de uma comissão permanente é vista pelo setor como um reconhecimento da importância econômica e social do modelo de negócios, não apenas para Aparecida de Goiânia, mas para todo o Estado. “Essa conquista institucional é mais um passo fundamental para que o poder público dialogue de forma qualificada com as cooperativas, que geram impacto positivo direto na vida das pessoas. Ter uma comissão dedicada a olhar para o nosso modelo de negócios garante segurança jurídica e visibilidade às nossas pautas”, avalia o presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira.