O cooperativismo goiano encerrou 2025 com crescimento expressivo nos principais indicadores econômicos e sociais. O setor ampliou sua base de cooperados, reunidos em 262 cooperativas, elevou o faturamento em mais de R$ 5,6 bilhões, aumentou seu patrimônio em quase R$ 7,8 bilhões e manteve estável a geração de empregos diretos. Os dados são do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, da OCB nacional, divulgado nesta sexta-feira (31/07).

O destaque ficou para os ingressos (faturamento) das cooperativas, que saltaram de R$ 31,27 bilhões, em 2024, para R$ 36,90 bilhões, em 2025, um crescimento de 18,02%, equivalente a R$ 5,63 bilhões adicionais movimentados na economia goiana em apenas um ano. Também houve forte expansão dos ativos, que cresceram 11,03%, passando de R$ 70,61 bilhões para R$ 78,39 bilhões, um acréscimo de R$ 7,79 bilhões.

O número de cooperados registrou uma das maiores evoluções do período. Goiás passou de 666.400 cooperados, em 2024, para 710.307, em 2025, um aumento de 43.907 pessoas, equivalente a 6,59%. O resultado demonstra o fortalecimento do modelo cooperativista e o aumento da confiança de produtores, empresários e trabalhadores nesse sistema de organização econômica.

As cooperativas goianas cresceram em escala, movimentando mais recursos, ampliando sua base de associados e fortalecendo seu patrimônio, o que evidencia ganhos de eficiência, consolidação e capacidade de investimento. Segundo o presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, os números apresentados no Anuário do Cooperativismo Brasileiro comprovam a importância econômica deste modelo de negócios para a economia goiana.

“Caminhamos para atingir as marcas de R$ 50 bilhões em faturamento e 1 milhão de cooperados, estabelecidas para 2027. Apesar dos desafios econômicos que se apresentaram, demonstramos, mais uma vez, a resiliência e a consistência do modelo cooperativista”, destacou o dirigente.

Pessoas

A geração de empregos manteve-se estável. Em 2025, 18.859 trabalhadores integraram o quadro de colaboradores das cooperativas goianas. O resultado demonstra estabilidade do mercado de trabalho cooperativista, especialmente em um cenário econômico marcado por desafios em diversos segmentos produtivos.

O levantamento também mostra que 38% do quadro social das cooperativas goianas é formado por mulheres, indicador que reforça a participação feminina no cooperativismo estadual. Elas representam maioria nas cooperativas de Trabalho, Produção de Bens e Serviços, com 55,23% dos associados, e nas cooperativas de saúde, com 50,35%. No ramo crédito, as mulheres somam 40,87% dos cooperados.

Fortalecimento econômico

Os números revelam um cooperativismo goiano em processo de amadurecimento e fortalecimento econômico, com crescimento consistente dos principais indicadores financeiros e sociais.

O aumento simultâneo da receita, dos ativos e da base de cooperados indica maior capacidade de investimento, expansão das operações e fortalecimento da competitividade das cooperativas goianas. Ao mesmo tempo, a manutenção do nível de empregos evidencia estabilidade operacional e compromisso com a geração de renda.

Outro aspecto relevante é o crescimento patrimonial. Com ativos próximos de R$ 80 bilhões, o cooperativismo amplia sua capacidade de financiar investimentos, modernizar estruturas e impulsionar o desenvolvimento regional, consolidando-se como um dos principais motores da economia de Goiás.