Além de movimentar milhares de negócios em três dias, a FICCA Goiás — Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio — gerou aproximadamente cinco toneladas de materiais recicláveis, que serão destinadas a duas cooperativas goianas.

A coleta é resultado do trabalho do Movimento Reciclar, iniciativa liderada pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Sustentável de Goiânia (Codese) e em parceria com o Sistema OCB/GO, entidade que representa o cooperativismo em Goiás. A operação mobilizou 30 voluntários no Centro de Convenções Goiânia, entre coordenadores e integrantes das equipes que conduzem o movimento.

O trabalho começou com treinamento, planejamento e reconhecimento dos espaços da feira para identificar os principais pontos de geração de resíduos. Em seguida, os grupos atuaram em setores como restaurantes, exposições, debates e negociações internacionais, orientando o público e acompanhando a separação dos materiais.

A proposta também é transformar visitantes, expositores e trabalhadores em multiplicadores da iniciativa. Quem adere ao movimento recebe um bóton com a mensagem “Movimento Reciclar: eu faço parte”, que sinaliza o compromisso com a separação e a destinação adequada dos materiais recicláveis.

Da coleta ao impacto ambiental

O volume de cinco toneladas não inclui os resíduos orgânicos, que são separados e destinados ao aterro sanitário. Com o resultado consolidado, o Movimento Reciclar pretende calcular a quantidade de materiais desviada do aterro, estimar os custos evitados com essa destinação e avaliar as emissões de gases de efeito estufa que podem ser reduzidas com a reciclagem.

“Esses resultados vão dar o retrato daquilo que nós realizamos junto com a população de expositores, técnicos, funcionários e frequentadores do evento”, explica o diretor do Codese, Marcos Vilas Boas.

Para o gestor, a atuação na feira também demonstra o compromisso socioambiental das entidades do setor produtivo e pode estimular mudanças nas empresas que elas representam.

“Não tem sentido mais fazer um grande evento sem ter um planejamento para a destinação adequada dos resíduos que esses eventos produzem”, defende.

Fonte: OFICINA – Comunicação e Consultoria Estratégica